sábado, 26 de janeiro de 2013

Projeto" OS SALTIMBANCOS"


PROJETO OS SALTIMBANCOS

APRESENTAÇÃO

 O Projeto “OS SALTIMBANCOS”foi um sonho realizado, desenvolvida na Escola Municipal de Educação Infantil em São Paulo, em que eu trabalho, EMEI Leonardo Arroyo, durante ano letivo de 2012, com alunos do 2º e 3º estágios (5/6 anos).
A obra lendária dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, explora de modo muito eficiente e com uso de elementos lúdicos a união de um grupo de animais contra a exploração de seus patrões. As crianças apreendem a história com grande facilidade e podem aprender sobre valores muito importantes. Questões como união, solidariedade, justiça e diversidade são alguns dos conceitos que a narrativa “Os Músicos de Bremen” conseguem transmitir aos que tem a oportunidade de apreciá-la. Contudo, não podemos deixar de apresentar também a adaptação   Os saltimbancos” realizada por importantes figuras da música popular brasileira. Entre outros nomes, destacamos as figuras de Chico Buarque, Nara Leão, Vinicius de Moraes e Miúcha.

PROBLEMA

Explorar o conto Os Músicos de Bremen de forma interdisciplinar e contemplando as expectativas de aprendizagem para a educação infantil.

JUSTIFICATIVA:

Trabalhar com contos é de extrema importância e muito prazeroso para o universo infantil, em especial “os músicos de Bremen/ os saltimbancos” por se tratar de uma narrativa permeada de elementos lúdicos, além de uma ferramenta didática capaz de introduzir a reflexão de valores muito interessantes para a formação dos pequenos. 
                                                                                           
OBJETIVO GERAL:

Explorar de forma interdisciplinar o conto “Os Músicos de Bremen” e a adaptação, o musical “Os Saltimbancos”.
Expectativas de aprendizagem nos seguintes campos de experiências:
Cuidado de si, do outro, do ambiente;
-Interagir com outras pessoas em situações variadas;
-Compreender e responder a entonação de voz, expressões faciais e corporais;
-Valorizar a importância do outro;
-Desenvolver o sentimento de solidariedade;
Brincar e imaginar:
- Reproduzir situações vivenciadas pelos personagens da história “Os Músicos de Bremen”;
-Participar com os colegas de brincadeiras de roda cantada e de faz-de-conta a partir do repertório do musical “Os Saltimbancos”;
-Representar por meio do teatro o musical “Os Saltimbancos”.
Exploração da linguagem corporal:
-Expressar-se com o corpo;
-Desenvolver a percepção do ritmo;
-Participar de brincadeiras e danças;
-Movimentar-se ritmicamente ao som das músicas do CD “Os Saltimbancos”;
-Imitar posturas corporais, gestos e falas dos personagens, tanto da história quanto do musical;
Exploração da linguagem verbal e escrita:
 -Desenvolver a linguagem oral a partir das músicas: Bicharada, O Jumento, Um Dia de Cão, A Galinha e História de uma Gata.
-Identificar e verbalizar algumas características dos personagens da história – permitindo reconhecer semelhanças e diferenças entre eles;
-Identificar o espaço em que se passa a história e descrevê-lo;
-Interpretar letras de músicas a partir do contexto da história;
-Apreciar contos;
-Ampliar o repertório musical;
- Identificar as letras dos nomes dos animais protagonistas da história;
-Registrar por meio de desenhos os personagens da história;
-Desenvolver as habilidades de observar e ler imagens;
Exploração da natureza e cultura
-Identificar a moradia de cada personagem;
-Pesquisar hábitos e necessidades básicas dos personagens / dos animais e apontar cuidados necessários à sobrevivência dos mesmos.
Apropriação do conhecimento matemático:
-Envolver os números em diferentes usos e funções durante a leitura e contação das histórias;
-Desenhar e interpretar imagens de objetos, animais e pessoas a partir dos diferentes pontos de vista, bem como descrever posição e organização no espaço.
Expressividades das linguagens artísticas:
-Observar imagens;
-Experimentar e utilizar instrumentos musicais e materiais sonoros;
-Estimular o gosto pela criação e arte;
-Aprimorar a criatividade na construção com massa de modelar, produção de painéis, desenho livre, colagem, etc.

-PÚBLICO ALVO: Alunos entre 5 e 6 anos, (2º e 3º Estágios da Educação Infantil).

METODOLOGIA:

Desenvolver diversas atividades sobre o tema. Realizar semanalmente de forma dinâmica e criativa. Dentre as atividades: leitura de imagens, leitura e análise de histórias previamente escolhidas, apreciação de mais de uma versão da mesma história, projeção de imagens dos animais protagonistas da história no data show e musical,  músicas, produções coletivas e individuais de desenhos, confecção de cartaz coletivo, pintura, dobradura, recorte e colagem, brincadeiras, dramatização e apresentação de musical.

RECURSOS MATERIAIS NECESSÁRIOS:

- Livro: Os Músicos de Bremen- Editora Moderna (versão em prosa e verso);
-Livro: Os Músicos de Bremen – Editora Global;
-Textos: Letra das músicas: Bicharada, O Jumento, Um Dia de Cão, A Galinha e História de uma Gata.
- Papéis: ofício, cartolina, Kraft;
-Canetinhas hidrográficas;
-Giz de cera;
- Revistas e jornais;
- Cola;
- Computador com acesso à internet;
- Aparelho de som;
 - Microfone;
-Fantasias;
-Câmara fotográfica;
-Filmadora:
-Data show;
-CD: Os Saltimbancos;
-Cartazes com as letras das músicas;
-DVD: Os Saltimbancos.

RECURSOS HUMANOS NECESSÁRIOS:

- Alunos; - Professores:
-Ates;
-Gestor;
-C.P.
- Colaboradores.
-Funcionários do quadro.

CRONOGRAMA:


Atividade        
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Leitura de imagens e contação de história: os músicos de Bremen


50 min









Dobradura


1h/a







Leitura, interpretação de texto, desenho livre




2h/a






Brincadeira: dança da cadeira




30 min





Reconto da história por meio de painel





1h/a




Roda de conversa
Manuseio de livros e comparação entre a história e a adaptação










30 min



Vídeo: musical os saltimbancos, projetado do data show









30 min


Leitura da história- os saltimbancos adaptada para o teatro.











3h/a

Teatro









40 min

ROTEIRO DE TRABALHO:

REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Atividade:  Leitura de imagens e Contação de história
Data: 07/03/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem verbal
- desenvolver a capacidade de dar sequencia lógica aos fatos;
- esclarecer o pensamento;
- educar a atenção;
- desenvolver o gosto literário;
- fixar e ampliar o vocabulário;
- estimular o interesse pela leitura;
- desenvolver a linguagem oral e escrita.

Experiências de brincar e imaginar
-deleitar a criança;
-infundir o amor à beleza;
- desenvolver sua imaginação;
 -estabelecer uma ligação interna entre o mundo da fantasia e o da realidade.

Experiências com as expressividades artísticas

-desenvolver o poder da observação;
- ampliar as experiências;
- desenvolver o gosto artístico.

Materiais utilizados:
Livro (Os Músicos de Bremen- Irmãos Grimm), Bichos de pelúcia (gato, burro, cão e galo), Imagens dos bichos citados e escrita dos nomes dos mesmos afixadas na lousa.
   

Espaço: Sala 1
Duração da atividade: 50 minutos
Disposição das crianças: Em círculos
Desenvolvimento da atividade:
 História: Os Músicos de Bremen
1º momento ( 20 minutos)
Iniciei a atividade apresentando o livro, autores e fazendo uma leitura com eles da capa.
Na sequência, chamei a atenção para as ilustrações página a página, possibilitando uma leitura coletiva das imagens, dei-lhes um tempo, em seguida fiz alguns questionamentos: Que animal é esse? Qual o nome dele? O que ele tem? Por que está ali? Obtive deles uma descrição do animal e do espaço em que o mesmo se encontrava, além de estimulá-los a prestarem atenção na linguagem visual. Muitas ideias invadiram a classe, oportunizei a todas as crianças espaço e tempo para expressarem suas interpretações, sentimentos e emoções.
Miguel (5B) – O cão está com sede. (fez essa observação após ver o cão deitado e ofegante).
Natasha (5B) – O galo canta muito, cocococococococococóóóóó!!!!!( observou o animal, se expressou e imitou o animal imediatamente).
Pedro (6B) – Observou que o burro estava triste e cansado.
Ayssa (6B)- Percebeu que o burro conversou com o cão e que os dois ficaram amigos.

O resultado foi surpreendente, posto que todos acompanharam a história e compreenderam a sequência dos fatos a partir das imagens.
2º momento ( 10 minutos)
Afixei na lousa as imagens impressas de cada animal (personagem da história), identificação (nome do animal) e a escrita do som emitido por cada um, para que as crianças fizessem a associação da imagem com a linguagem oral e a escrita
CÃO     AU AU AU
GATO  MIAU MIAU

 GALO  CÓCÓCÓÓÓÓ
BURRO HI HOOOOOOOO HI HOOOOOOOOO

3º momento (20 minutos)
Fiz a contação da história, bastante importante nesse momento para agregar mais informações além das observações feitas pelas crianças e foi ilustrada com os bichos de pelúcia o que prendeu a atenção e facilitou o entendimento.


 REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

“Todo origami começa quando pomos a mão em movimento.  Há uma grande diferença entre compreender uma coisa através da mente e conhecer a mesma coisa através do tato”
Tamoko Fuse

Atividade: Dobradura
Data: 14/03/2012
Campo de experiência: Expressividades das linguagens artísticas.
Material utilizado: Papel sul fite, lápis de cor e cola.
Espaço: Sala 2
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Em grupos, sentados a mesa.
Desenvolvimento da aula:

“O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida.”
(Parâmetros Curriculares Nacionais, 1996)

Considerando importante que as crianças conheçam o material, iniciei explorando o  papel: cor, forma geométrica, tamanho, etc. Na sequência expliquei a atividade passo-a-passo fazendo uma demonstração na lousa enquanto todos observavam.
Para motivar as crianças, tornar a atividade significativa e fazer relação com o projeto em andamento, foi colocado o CD “Os Saltimbancos” na faixa 3- Um Dia de Cão, para que construíssem enquanto ouviam a música.
Distribui o papel para cada criança e orientei-os para que observassem a professora dobrá-lo na lousa e assim o fizessem. Enquanto dobravam os questionava:
-Que forma geométrica tinha o papel antes de vocês começarem a dobrar?
Rapidamente a turma respondeu.
-Que nova forma apareceu?
O aluno Pedro (6B) respondeu logo, os demais não lembravam.
Em pouco tempo todos estavam com a dobradura do cão em mãos. Entreguei-lhes uma folha sulfite para que colassem e identificassem o trabalho.
OBS: Os alunos da turma 5B registraram seus nomes com o apoio do crachá e ainda assim com dificuldade. Alguns não conseguiram.
Quanto aos alunos do 6B a maioria fez o nome sem apoio, somente o aluno Guilherme solicitou ajuda.
Curiosidade
Friedrich Froebel (1782-18520) foi quem pela primeira vez utilizou da arte de dobrar papel na educação infantil, o que resultou em mudanças significativas na educação.
Avaliação
Durante o processo notei o interesse de todos e que a realização da mesma alcançou o objetivo proposto de explorar a imaginação, a criatividade, a concentração, aspectos psicomotores, reconhecimento de cores, formas geométricas, além de trabalhar uma linguagem artística.
A atividade foi desenvolvida com sucesso nas duas turmas (5B) e (6B).


REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil- RCNEI, (1998, vol 3) ressalta a importância do manuseio de materiais, de textos( livros, jornais, cartazes, revistas), pelas crianças, uma vez que ao observar produções escritas a criança, vai conhecendo de forma gradativa as características formais da linguagem. (Paz, Mariotti, Knestech, ano,p1.)

Atividade: Leitura, interpretação de texto e desenho livre.
Data: 21/03/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita.
Materiais utilizados: Cartaz com o texto da música: História de uma Gata dos “Os Saltimbancos”, CD “Os Saltimbancos”, papel sulfite, lápis de cor, lápis preto.
Espaço: Sala 1 e Sala 2.
Duração da atividade: 2h/a
Disposição das crianças: Em círculo na sala1 e sentados a mesa na sala 2.
Desenvolvimento da aula:
1º MOMENTO
Apresentei o cartaz com o texto da música: História de Uma Gata. Fiz a leitura do mesmo e questionei-os:
-Do que fala a música?
-Onde a Gata morava?
-O que a Gata comia?
-Qual a história que a Gata está contando?
As respostas aos questionamentos foram esperadas, porém algumas crianças fizeram relação com gatos que têm em casa, apontando que também alimentam e cuidam.
Felipe- ressaltou que não podemos bater nos gatos.
Ayssa- comentou que os gatos são amigos.
Observei que a maioria compreendeu o texto e relatou com facilidade a história contada na música. Após a discussão, solicitei que sentados no chão em círculo ouvissem a música- História de Uma Gata, o curioso foi que aos poucos eles se apropriaram do refrão, foram levantando-se, cantando e dançando.
2º MOMENTO
Na Sala 2, disponibilizei os materiais para que pudessem ilustrar com desenho livre a música: História de Uma Gata.
Avaliação
Observei que todos participaram com interesse e atenção, foram capazes de relatar o que entenderam da música, cantaram, dançaram e apresentaram elementos da música no desenho.
HISTÓRIA DE UMA GATA

ME ALIMENTARAM
ME ACARICIARAM
ME ALICIARAM
ME ACOSTUMARAM
O MEU MUNDO ERA O APARTAMENTO
DETEFON, ALMOFADA E TRATO
TODO DIA FILÉ-MIGNON
OU MESMO UM BOM FILÉ...DE GATO
ME DIZIAM, TODO MOMENTO
FIQUE EM CASA, NÃO TOME VENTO
MAS É DURO FICAR NA SUA
QUANDO À LUZ DA LUA
TANTOS GATOS PELA RUA
TODA A NOITE VÃO CANTANDO ASSIM
NÓS, GATOS, JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM, JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA OU SENHORIO
FELINO, NÃO RECONHECERÁS.
DE MANHÃ EU VOLTEI PRA CASA
FUI BARRADA NA PORTARIA
SEM FILÉ E SEM ALMOFADA
POR CAUSA DA CANTORIA
MAS AGORA O MEU DIA-A-DIA
É NO MEIO DA GATARIA
PELA RUA VIRANDO LATA
EU SOU MAIS EU, MAIS GATA
NUMA LOUCA SERENATA
QUE DE NOITE SAI CANTANDO ASSIM
NÓS, GATOS, JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM, JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA OU SENHORIO
FELINO, NÃO RECONHECERÁS
REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA


Atividade: Contação de história por meio de painel.
Data: 04/04/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita.
Materiais utilizados: Painel com texto e imagens, impressos do livro: Os Músicos de Bremen.
Espaço: Sala 1.
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Sentadas no tapete. 
Desenvolvimento da aula:

“Não se ensina uma criança a escrever,
É ela quem ensina a si mesma (...)
Cada criança possui seu caminho próprio;
É preciso que ela viva as situações de aprendizagem que lhe permitam ao mesmo tempo
Ter referências constantes e
Construir suas próprias competências.”
(Jolibert)

Iniciei a atividade oportunizando as crianças apreciarem o painel exposto. Todos puderam verificar que se tratava da história Os Músicos de Bremen, já conhecida por todos. Após solicitei que sentassem no tapete, expliquei que faria não uma leitura, mas uma contação e eles poderiam auxiliar a partir das imagens, expliquei também que esta era uma versão no estilo (lenga-lenga) história com rimas.

A contação teve por objetivo ampliar o vocabulário e repertoriar as crianças, proporcionando o exercício da imaginação e criatividade além de possibilitar o contato com a escrita e estímulo ao desenvolvimento de funções cognitivas importantes para o pensamento.
Durante a contação, usei elementos expressivos, como imitação de vozes e movimentos com as mãos e o corpo, também cantei com o auxílio das crianças por repetidas vezes o trecho:
“EU SOU VELHO MAS SOU FORTE,
NUNCA SOUBE O QUE É CANSAÇO.
MUITO JOVEM NÃO AGUENTA
NEM METADE DO QUE EU FAÇO.”
Ao término da contação a maioria das crianças já havia se apropriado do refrão, bem como da sequência de fatos ocorridos na história.
Avaliaçã   A contação da história foi prazerosa, todos apreciaram, certamente ampliou as experiências das crianças, o gosto pelo artístico, além de alcançar os objetivos propostos.



REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

“Pra mim, livro é vida, desde que era muito pequena os livros me deram casa e comida.
...Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo;
...em pé fazia parede;
deitada fazia degrau ou escada;
inclinado, encostava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me exprimia lá para brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar para as paredes).
Primeiro, olhando desenhos, depois decifrando palavras...
Fui crescendo e derrubei telhados com a cabeça;
Mas fui pegando intimidade com as palavras.
“E quanto mais íntima a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas...”
Lygia Bojunga Nunes

Atividade: Roda de conversa, manuseio de livros e comparação entre a história e a adaptação.
Data: 11/04/2012.
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita,
Materiais utilizados: 3 livros em versões distintas da história- Os Músicos de Bremen e 1 livro da mesma história adaptada para o teatro- Os Saltimbancos, Máquina fotográfica, caneta e caderno para registros da professora.
Espaço: Sala 2.
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Sentadas em pequenos grupos.
Desenvolvimento da aula:
Iniciei a aula solicitando que formassem grupos de 4 e 5 crianças. Observei que a organização se deu por afinidade o que facilitou a sequência do trabalho, já que  realizaram a leitura (práticas de leitura ou leitura de imagens) em grupo e apresentaram ao grupo maior as descobertas feitas.Distribui um livro para cada grupo e expliquei-lhes a atividade passo-a-passo.



1º- Façam uma leitura do livro em grupo (todos os integrantes deverão pegar o livro, folheá-lo, ler as imagens e tentar descobrir a história contada).
2º - Conversem entre si sobre a história.
3º - Compartilhem as descobertas.
Durante a socialização, oportunizei a todas as crianças verbalizar seu entendimento sobre a história. Todos participaram, respeitando a vez de falar, ouvindo a participação do amigo, comunicando-se entre o grupo, interagindo com o grupo.
Ao final da nossa grande roda de conversa entre os grupos, percebi que as crianças fizeram relação com seus conhecimentos prévios, posto que a história Os Músicos de Bremen já era conhecida de todos. Observei também que alguns foram capazes de contar o enredo respeitando a sequência dos fatos, ou seja, fizeram uma leitura da história sem um total domínio da palavra escrita.
A aluna Anna Beatriz Perestrelo, surpreendeu a todos com uma narrativa clara, rica em detalhes e sequência lógica, prendeu a atenção da turma e se revelou uma contadora de história.
Os alunos Sillas e Gustavo demonstraram interesse, gosto pela história e conhecimento de memória. O Gustavo percebeu de imediato que todas as histórias eram iguais e mais que se tratava da mesma história que um dia a professora contou.
A aluna Ayssa descobriu o nome da história assim que pegou o livro.
A aluna Aline dominou bem a história, auxiliada pelo aluno Edson que lhe lembrava detalhes ao pé do ouvido.
Após todos se expressarem, expliquei a diferença entre a história: Os Músicos de Bremen e a adaptação Os Saltimbancos.

Avaliação
 O desenvolvimento da atividade foi além das minhas expectativas, as crianças se divertiram ao realizá-lo, demonstraram gostar da experiência do trabalho em grupo, surpreenderam quanto a compreensão e interpretação da história, se colocaram no momento oportuno respeitando os combinados da roda de conversa.



REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

"a música e a dança permitem a expressão pelo gesto e pelo movimento, que traz satisfação e alegria. A criança aprende e se desenvolve através dela".
STABILE citado por ESTEVÃO (2002, p. 34).


Atividade: Vídeo- Os Saltimbancos.
Data: 18/04/2012.
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral, Exploração da linguagem corporal, Brincar e imaginar.
Materiais utilizados: Projetor multimídia, mídia: musical “Os Saltimbancos.”
Espaço: Sala 1
Duração da atividade: 30 minutos.
Disposição das crianças: Em pé, cantando e dançando.
Desenvolvimento da aula:

"A música como sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também sempre está presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e recreação".

 FARIA (2001, p. 24).


Iniciei a atividade fazendo um relaxamento com as crianças. Em pé, trabalhamos a respiração, os movimentos amplos, membros superiores e inferiores, cabeça, pescoço, pé e mãos.
Na sequência, expliquei que iríamos participar de um show dos músicos Os Saltimbancos. Em coro todos gritaram: êêêêêêêêê!!!!! Liguei o data show e da primeira a última apresentação todos cantaram e dançaram com entusiasmo e alegria.
O repertório musical, já conhecido por eles por meio do CD, apresentado em momentos anteriores foi aprimorado com o ritmo e a coreografia mostrados no vídeo.
Avaliação
A apresentação do vídeo com o musical favoreceu o desenvolvimento corporal das crianças, combinando brincadeira, música, dança e alegria com ritmo e movimento.
Foi um momento de socialização em que possibilitamos à criança, o aprendizado de noções de espaço, sequência, além de desenvolver o movimento criativo.
A atividade possibilitou também por meio da dança desenvolver a expressão corporal, explorar os sentimentos e adquirir maior autoconfiança, além de desenvolver os seguintes estímulos:
Tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo;
Visual – ver os movimentos e transformá-los em atos;
Auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo;

Afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia;

Cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação;

Motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade.



 REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

                                                             Nosso objetivo na escola não é ter um aluno-autor, um aluno-
                                                               pintor ou um aluno compositor, mas sim dar oportunidades
                                                                a cada um de  descobrir o mundo, a si próprio e a importância
                                                               da arte na vida humana. (REVERBEL, 1989).


Atividade: Apresentação teatral  Infantil – Musical “Os Saltimbancos”
Data: 09/10/12
Campo de experiência: Expressividades das linguagens artísticas.
Material utilizado: Fantasias; Pintura de rosto; Aparelho de som; Microfone; Cenário (casinha, placa: BREMEN; Painel; Cones; Tapete; Almofadas; Pufe).
Espaço: Quadra
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Em todo o espaço da quadra, conforme a ordem de apresentação descrita no texto do teatro.
Desenvolvimento da aula:

Como esperado esse foi um dia atípico na escola, todos os envolvidos estavam ansiosos, principalmente as crianças, protagonistas da peça, estas como todo artista antes de adentrar ao palco, sentiram um friozinho na barriga, eu então, mais que todos estava imersa num emaranhado de sentimentos, alegria, entusiasmo, euforia, emoção e uma felicidade imensa pela realização de um trabalho intenso.
A apresentação teve início com a música “A Bicharada” faixa 1 do CD Os Saltimbancos, e na sequência o narrador foi anunciando as participações e os musicais. Todos foram felizes nas suas representações e o mais importante é que cada criança desempenhou o seu papel com entusiasmo como que em uma grande brincadeira, fato que empolgou à plateia convidando todos a dançar.
O desfecho do teatro não poderia ser diferente, personagens e plateia cantando e dançando juntos. E as crianças? Ah! Admiradas, encantadas, maravilhadas!!!!!!!!!!!!!!!
Um dos objetivos do Projeto “Os Saltimbancos” foi possibilitar às crianças, uma vivência teatral, além do brincar e imaginar. Posto que: o teatro contribui para o desenvolvimento da expressão e comunicação e favorece a produção coletiva de conhecimento da cultura.
O teatro na escola, de acordo com os PCNS, tem o intuito de que o aluno desenvolva um maior domínio do corpo, tornando-o expressivo, um melhor desempenho na verbalização, uma melhor capacidade para responder às situações emergentes e uma maior capacidade de organização de domínio de tempo.
Nesse projeto foi possível atrelar música, dança e teatro com a mesma intensidade.
Para que tudo isso fosse possível  contamos com a participação de muitas pessoas, portanto,
OBRIGADA!





                       
















Projeto "OS SALTIMBANCOS"





Projeto Monteiro Lobato


APRESENTAÇÃO

A presente proposta de trabalho foi desenvolvida  no ano de 2011,  em uma escola municipal, para alunos do 2º e 3º estágios da Educação Infantil.
A idéia inicial para a realização do projeto partiu da necessidade do corpo docente da escola em resgatar Monteiro Lobato- o maior escritor infantil brasileiro de todos os tempos e que infelizmente não é lido nas escolas, como deveria. As crianças o conhecem pouco, quem sabe por causa dos textos longos e estão perdendo muito. A idéia inicial culminou com o projeto pedagógico da escola que prioriza o lúdico, a fantasia, a brincadeira, o faz-de-conta, as especificidades e peculiaridades da infância.


              Monteiro Lobato, movido pela indignação, antenado com o futuro, intuidor da capacidade das crianças e sabedor das suas inteligências espertas, deu para esta criança- leitora que escolheu como seu público com quem realmente valia a pena falar, o que tinha de melhor: sua graça irreverente, suas histórias emocionantes, seu conhecimento cutucador, seus personagens imprevisíveis, sua misturança fantástica do real com o imaginário, sua crença na liberdade.

BIOGRAFIA RESUMIDA
José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté (SP). Filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusta Monteiro Lobato. Quando criança, Monteiro Lobato brincava com suas irmãs menores Ester e Judite, era chamado de Juca e adorava os livros do seu avô materno, o Visconde de Tremembé. Lobato leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa e vivenciou a infância. Cresceu numa fazenda, se formou em direito sem nenhum entusiasmo, pois sempre quis ser pintor. Foi promotor público, casou-se, teve três filhos. Viveu no interior, nas cidades pequenas. Passou a vida escrevendo jornais, revistas... Em 1911 morreu seu avô Visconde de Tremembé e dele herdou a fazenda Buquira, neste mesmo ano, comprou a Revista do Brasil e começou a editar, surgiu a primeira editora nacional- Monteiro Lobato e CIA. Lutou pela campanha do petróleo no Brasil e pelo Brasil alternou entusiasmo e depressão. Escreveu para crianças ininterruptamente e com sucesso estrondoso. Morreu em 4 de julho de 1948, vítima de colapso, na capital de São Paulo.  

TEMA

Monteiro Lobato para ler, contar, cantar e encantar.

PROBLEMA

Valorizamos muito a cultura européia em detrimento da nossa, nesse contexto, percebemos a necessidade de apresentar um autor brasileiro  para instigar a curiosidade sobre a nossa cultura e o nosso rico folclore, dessa forma, buscamos resgatar nossa literatura.

JUSTIFICATIVA:

As recentes abordagens sobre os procedimentos de leitura e contação de histórias para crianças pequenas afirmam que, lemos e contamos os clássicos infantis diversas vezes e poucas vezes apresentamos Monteiro Lobato.  
Na perspectiva de contribuir com a formação de cidadãos conscientes da sua origem, produtores de cultura, que conheçam, valorizem nossa literatura e cultura, estruturamos este projeto de modo a articular o reconhecimento do legado cultural brasileiro como patrimônio nosso, promovendo o contato com a vida e obra de Monteiro Lobato, atrelada ao uso das diversas mídias no universo infantil.

OBJETIVO GERAL:

Contribuir com a difusão das obras de Monteiro Lobato.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

- Oportunizar o conhecimento do autor- Monteiro Lobato e algumas de suas obras;
-Promover apresentações teatrais de alguns dos personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo;
-Proporcionar a aproximação do aluno com o mundo encantado do Sítio do Pica-pau Amarelo;
-Desenvolver a linguagem oral a partir das músicas do Sítio;
-Estimular a memória e a percepção visual;
-Sensibilizar os alunos quanto a valorização e a importância da nossa literatura;
-Despertar a curiosidade;
-Estimular a fantasia e a imaginação através de diversas atividades;
-Fazer com que construam o hábito de ouvir e sentir prazer nas situações em que envolvam leitura.
PÚBLICO ALVO: Alunos entre 4 e 6 anos, (Educação Infantil).

METODOLOGIA:

Desenvolver diversas atividades sobre o tema. Realizar duas vezes por semana  de forma dinâmica e criativa. Dentre as atividades: exposição dialogada, leitura e análise de textos previamente escolhidos, projeção de imagens dos personagens, músicas, produções coletivas e individuais de desenhos, exposição de trabalho em mural, filme, produção de livro, dramatização, apresentação musical de alguns dos personagens, visita à biblioteca pública, exploração de receitas da tia Nastácia, captura de um Saci.
AVALIAÇÃO:

- Durante todo o processo;RECURSOS MATERIAIS NECESSÁRIOS:
- Textos;
- Papéis: ofício, cartolina, Kraft;
-Canetinhas hidrográficas;
-Giz de cera;
- Revistas e jornais;
- Cola;
- Barbante;
- Computador com acesso à internet;
- Aparelho de som com microfone.
-Fantasias;
-Câmara fotográfica;
-Filmadora:
-CDS E DVDS do Sítio do Pica-pau Amarelo.
-Microfone;
Peneira;
-Garrafa de vidro.

RECURSOS HUMANOS NECESSÁRIOS:

- Alunos;
- Professores:
- Pais;
            -Ates;
-Gestor;
-C.P.
- Colaboradores.
-Funcionários do quadro.
CRONOGRAMA:
Atividade
1
2
3
4
5
6
7
Exposição dialogada
1h/a






Leituras: textos e letras de músicas e outros

1h/a





Filme


1h/a




Aparição de personagem /músicas



1h/a



Projeção de imagens/ produções coletivas e individuais/ exposições




1h/a


Produção de livro





1h/a

Apresentação teatral pelos profs. para as crianças






1h/a


ROTEIRO DE TRABALHO:
-1
- Fazer um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos a cerca do tema.
- Socializar as descobertas  e analisar os sentimentos envolvidos.
-Suscitar a curiosidade sobre o autor, obra e personagens.
-Listar as informações coletadas.
Duração: 50 minutos.
 -2
- Leitura e análise da letra das música “Sítio do Pica-pau Amarelo “
-Disponibilizar em áudio as letras das músicas e acompanhar a leitura do texto impresso ou em cartaz gigante.
- Discussão sobre os  personagens do sítio e situações por eles vivenciadas.

Sobre os principais personagens:
DONA BENTA: avó de Pedrinho e Narizinho- paciente, culta, bondosa, sábia, prudente.
TIA NASTÁCIA: cozinheira, medrosa, supersticiosa, contadora de histórias.
TIO BARNABÉ: velho sábio que vive no sítio.
VISCONDE DE SABUGOSA: feito de um sabugo de milho, um sábio de cartola e que sabe tudo sobre todas as coisas.
MARQUÊS DE RABICÓ: um porquinho que come tudo que vê pela frente.
EMÍLIA: uma boneca de pano feita pela Tia Nastácia que tomou uma pílula falante e desembestou numa falação sem tamanho, ela vira gente, apronta, inventa, encanta e é encantadora.
NARIZINHO e PEDRINHO: netos da Dona Benta, crianças espertas, curiosas e inteligentes.
CUCA: uma velha, com cabeça de jacaré, ou melhor, jacaré bípede, cabelos amarelos e uma voz horripilante. Vive numa caverna, costuma fazer poções mágicas assim como uma bruxa.
SACI: um jovem negro com apenas uma perna, pois a outra perdeu numa luta de capoeira. Usa gorro vermelho e cachimbo. Anda num redemoinho de vento, é divertido, brincalhão e travesso. Assusta os viajantes, amarra o rabo dos bichos, esconde objetos, entre outras coisas.
OBS: AS LEITURAS DEVEM SER VARIADAS E  APRESENTADAS UMA VEZ POR SEMANA.
EX: letras de músicas, fábulas do Monteiro Lobato, Histórias narradas pelos personagens, entre outras.
EX: 1- letra da música EMÍLIA
EMÍLIA
DE UMA CAIXA DE COSTURA
PANO, LINHA E AGULHA
NASCEU UMA MENINA VALENTE
EMÍLIA, A BONECA GENTE

NOS PRIMEIROS MOMENTOS DE VIDA
ERA TODA DESENGONÇADA
FICAR EM PÉ NÃO PODIA, CAÍA
NÃO CONSEGUIA NADA...

EMÍLIA, EMÍLIA, EMÍLIA
EMÍLIA, EMÍLIA, EMÍLIA

MAS A PARTIR DO MOMENTO
QUE APRENDEU A ANDAR
EMÍLIA TOMOU UMA PÍLULA
E TAGARELOU, TAGARELOU A FALAR

ELA É FEITA DE PANO
MAS PENSA COMO UM SER HUMANO
ESPERTA E ATREVIDA
É UMA MARAVILHA
EMÍLIA, EMÍLIA

EMÍLIA, EMÍLIA, EMÍLIA
EMILÍA, EMÍLIA, EMÍLIA

PARA CADA HISTÓRIA ELA TEM UM PLANO
INVENTA MIL IDÉIAS, NÃO ENTRA PELO CANO
AH! ESSA BONECA É UMA MARAVILHA!

EX: 2- Fabula
A coruja e a águia. (do livro Fabula da Editora Brasiliense)
A coruja e a águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
-Basta de guerra – disse a coruja.
- O mundo é grande e tolice maior que o mundo e andarmos a comer os filhotes uma da outra.
- Perfeitamente – respondeu a águia.
-Também eu não quero outra coisa.
-Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
- Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
- Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de  nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
- Está feito! – concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com uns monstrengos dentro, que piavam de bico aberto.
- Horríveis bichos! – disse ela. – Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
-Quê? – disse esta admirada. – Eram teus filhotes aqueles monstrenguinhos?  Pois não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...
PARA RETRATO DE FILHO NINGUÉM ACREDITE EM PINTOR PAI.
LÁ DIZ O DITADO: quem o feio ama, bonito lhe parece.

EX:3 Fabula

O cavalo e o burro
                                                                                              Monteiro Lobato
          O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade.  O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado!  gemendo sob o peso de oito.  Em certo ponto, o burro parou e disse:
          — Não posso mais!  Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.
        O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.
        — Ingênuo!  Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro?  Tenho cara de tolo?
        O burro gemeu:
         — Egoísta,  Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.
         O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso.  Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta. 
        Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta.  E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade. 
         — Bem feito!  Exclamou o papagaio.  Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso?  Tome!  Gema dobrado agora…


Duração: 50 minutos
-3
- Filme de um  episódios do Sítio do Pica Pau Amarelo.
O SACI
 Objetivo: Envolver e subsidiar os alunos para etapas  posteriores.
Duração: conforme o filme

-4
Visita da personagem Emília à escola: música, dança, conversa e brincadeiras.
 Emília recepcionou as crianças no portão convidando-as para brincar, interagiu com  os pais e envolveu toda comunidade escolar no mundo encantado do Monteiro Lobato.
A visita à escola foi um momento mágico para todos e de muita alegria. No primeiro momento, as crianças ficaram extasiadas, descrentes no que viam, aos poucos, foram se envolvendo com a música, cantando e dançando juntas à personagem, após algum tempo de muita folia, numa roda de conversa, Emília respondeu aos questionamentos das crianças e por fim, brincou de trenzinho ao som da música EMÍLIA.
Objetivo: Proporcionar momentos de brincar e imaginar pelo mundo da fantasia que envolve o Sítio.
OBS: Outros personagens apareceram  em outros momentos na escola: Visconde, Cuca e Saci.

Visita do personagem Visconde de Sabugosa
Como é leitor assíduo, o Visconde apareceu para ler uma história para as crianças, lindamente caracterizado ganhou logo a atenção dos pequenos, foi ouvido com atenção e também cantou, dançou, conversou e entregou as crianças aos pais no momento da saída.

Visita da personagem Cuca
A Cuca, misteriosa como ela só, apareceu no corredor da escola no momento em que todos estavam dentro da sala, gargalhava com sua voz horripilante ao mesmo tempo em que convidava as crianças para brincar. Dentro da sala, os pequenos ficaram eufóricos e logo que a “bruxa” apareceu foi uma tremenda animação. Até porque as crianças já estavam a espera da Cuca a qualquer momento, isto, pois haviam enviado uma carta ao sítio convidando-a para uma entrevista na escola.

Utilizando as mídias no universo infantil, as crianças a entrevistaram fazendo uso do microfone, filmaram e fotografaram a Cuca.

As questões elaboradas pelas crianças:

-Cuca você toma banho de lama?

-Cuca por que você fez a Narizinho virar pedra?

-Cuca por que você tem boca grande?

-Você faz maldade?
-Você toma banho?

Cuca e o momento da beleza
Em sua visita, Cuca distribuiu beleza com os seus produtos estranhos:
"creme de asa de morcego"
"pó de veneno de cobra"
"pasta de minhoca" e várias outras poções.
Antes da despedida, a Cuca cantou com as crianças e fez grande folia.
Visita do SACI
O saci certamente foi o mais esperado de todos os personagens do Sítio, foi também o que provocou mais suspense e agitação.
Primeiro, as crianças com auxílio da professora capturaram um saci com uma peneira e o colocaram numa garrafa de vidro. Dias depois...
...misteriosamente ouvia-se assoviar do lado de fora da escola, mais que de repente e do nada apareceu um saci pulando pelos arredores, por todos os lados corriam crianças, subiam nos brinquedos do parque, iam de um lado para o outro, na tentativa do melhor ângulo para ver o danado do saci, este subiu e desceu algumas vezes deixando todos alvoroçados e desapareceu como que em um redemoinho de vento.
Foi incrível!
Duração: 50 minutos
-5
Apresentar no data show, uma projeção de imagens dos personagens do Sítio.
-Após a visualização, possibilitar produções individuais e coletivas. Ex: Na quadra disponibilizar cartolinas, canetinhas e giz de cera e solicitar que desenhem o personagem preferido, na seqüência organizar uma exposição.
Duração: 50 minutos
-6
Produzir com as crianças um livro, recontar com escrita e desenho a história por eles apropriada.
As próprias crianças sugeriram a montagem do livro, foi uma produção coletiva que contou com as seguintes etapas:
-Apresentação do livro e da leitura-” O SACI  E O CURUPIRA” de Joel Rufino dos Santos- EDITORA Ática.
-Roda de conversa para definição do título.
-Produção das ilustrações.
-Roda de conversa para resgatar o episódio assistido.
-Produção do texto coletivo a partir das memórias das crianças.
-Crianças ditam, professor participa como escriba.
-Professor organiza a primeira edição.
Duração: algumas aulas
-7
A participação da tia Nastácia foi inusitada, as crianças enviaram-lhe uma carta, cuja professora foi a escriba, solicitando-lhe a receita do bolinho de chuva. Prestativa ela atendeu ao pedido das crianças e prometeu vir pessoalmente logo que melhorasse de um resfriado.
A receita chegou via correio e foi uma verdadeira aula de culinária com um sabor todo especial.
Posteriormente a própria tia Nastácia apareceu, cozinhou e serviu às crianças com todo encantamento do Sítio.
RECEITA- enviada por tia Nastácia e desenvolvida pelas crianças:  Bolinho de chuva
INGREDIENTES:
*2 ovos
*2 colheres de açúcar
*1 xícara de chá de leite
*Trigo para dar ponto
*1 colher de fermento
*canela

MODO DE PREPARO:
1-Misture bem os ingredientes até obter uma  massa não muito mole e nem tão dura.
2-Deixe aquecer uma panela com bastante óleo para que os bolinhos possam boiar.
3-Quando estiver bem quente, comece a colocar colheradas de massa e abaixe o fogo para que o bolinho não fique cru por dentro.
4-Coloque os bolinhos sobre papel absorvente e depois passe no açúcar com canela.
-8
Apresentação do teatro: os professores realizaram uma peça teatral envolvendo a maioria dos personagens do Sítio.

A PÍLULA FALANTE

AVALIAÇÃO

Os procedimentos de avaliação aplicados no decorrer da execução da proposta sinalizaram pelo êxito do trabalho.
CONSIDERAÇÕES GERAIS

A  preparação, organização,  levantamento de estratégias, elaboração de objetivos , saber, de fato, o que se queria alcançar, considerar da escola como um todo, possibilitou uma caminhada mais segura e com possibilidades maiores  de adesão. 
O trabalho foi muito bem avaliado por todos: alunos, corpo docente, pais e convidados.
Francilene Lírio dos Santos