domingo, 3 de março de 2013

Contação de história


A árvore maravilhosa



Criança gosta de fantasia, mergulha no mundo encantado de uma história, por isso atenta-se do início ao fim.
A contação de história permite que a criança compartilhe com o adulto o seu afeto, as experiências de vida de ambas as partes.

A criança e a formação leitora


                                      " A leitura do mundo precede a leitura da palavra."
                                                                                             Paulo Freire



A própria citação do renomado Paulo Freire, na epígrafe, nos convida a uma reflexão: a bagagem de um leitor vai além da decifração de códigos.

Para  Audrey Carvalho, a leitura é um processo que vem se formando e incorporando ao cidadão independentemente de sua idade. Ele acredita na "formação" do leitor desde cedo.



O leitor pode, sim, e deve ser encaminhado, iniciado, direcionado.
É preciso que se dê asas ao leitor e o deixe voar por seus próprios campos e montanhas... Um voo de águia, alto e descobridor, ou voo mediano, quiçá rasteiro. Afinal, ele é quem decide, pois a ele será dado o poder de ser autônomo, independente, “em formação”, um leitor verdadeiro. Estes somos eu, você, um pouco de cada um de nós – sempre em formação.
Carvalho, Audrey
      Formando o leitor -1 ed. São Paulo:
          Rideel, 2010














A ARCA DE NOÉ


A ARCA DE NOÉ           

                         (RUTH ROCHA)

Esta história é muito,
Muito antiga.
Eu li
Num livrão grande do papai,
Que se chama Bíblia.
É a história de um homem chamado Noé.
Um dia, Deus chamou Noé.
E mandou que ele construísse
Um barco bem grande.
Não sei por quê,
Mas todo mundo chama esse barco
De Arca de Noé.
Deus mandou
Que ele pusesse dentro do barco
Um bicho de cada qualidade.
Um bicho, não. Dois.
Um leão e uma leoa...
Um macaco e uma macaca...
Um caititu e uma caititoa...
Quer dizer, caititoa não,
Que eu nem sei se isso existe.
E veio tudo que foi bicho.
Girafa, com um pescoço
Do tamanho de um bonde...
Tinha tigre de bengala.
Papagaio que até fala.
E tinha onça-pintada.
Arara dando risada,
Que era ver uma vitrola!
E um casal de tatu-bola...
Bicho d´água, isso não tinha,
Nem tubarão, nem tainha,
Procurando por abrigo.
Nem peixe-boi nem baleia,
Nem arraia nem lampreia,
Que não corriam perigo...
E zebra, que parece cavalo de pijama...
E pavão, que parece um galo
Fantasiado pra baile de carnaval.
E cobra, jacaré, elefante...
E paca, tatu e cutia também.
E passarinho de todo jeito.
Curió, bem-te-vi, papa capim...
E inseto de todo tamanho.
Formiga, joaninha, louva-a-deus...
Eu acho que Noé
Devia Ter deixado fora
Tudo que é bicho enjoado,
Como pulga, barata r pernilongo,
Que faz fiuuummm no ouvido da gente.
Mas ele não deixou.
Levou tudo que foi bicho.
Tinha peru, tinha pato.
Tinha vespa e carrapato.
Avestruz, carneiro, pinto...
Tinha até ornitorrinco.
Urubu, besouro, burro.
Gafanhoto, grilo, gato.
Tinha abelha, tinha rato...
Quando a bicharada
Estava toda embarcada,
E mais a família do Noé todinha,
Começou a cair uma chuvarada.
Mas não era uma chuvarada
Dessas que caem agora.
Você já viu uma cachoeira?
Pois era igualzinho
A uma cachoeira caindo,
Caindo, que não acabava mais.
Parecia o Rio Amazonas despencando.
E aquela água foi cobrindo tudo, tudo.
Cobriu as terras, cobriu as plantas, cobriu as árvores, cobriu as montanhas.
Só mesmo a Arca de Noé, que boiava em cima das águas, é que não ficou coberta.
E mesmo depois
Que passou a tempestade
Ficou tudo coberto de água.
E passou muito tempo.
Todo mundo estava enjoado
De ficar preso dentro da Arca,
Sem poder sair nem um bocadinho.
Os bichos até começaram a brigar.
Que nem criança,
Que fica muito tempo dentro de casa
E já começa a implicar com os irmãos.
O gato e o rato
Começaram a brigar nesse tempo
E até hoje não fizeram as pazes.
Até que um dia...
Veio vindo um ventinho lá de longe.
E as águas começaram a baixar.
E foram baixando, baixando...
E Noé teve uma idéia.
Mandou o pombo
Dar uma volta lá fora
Para ver como estavam as coisas.
Os pombos são ótimos para isso.
Eles sabem ir e voltar dos lugares,
Sem se perder, nem nada.
Por isso é que Noé escolheu o pombo
Para esse trabalho.
O pombo foi e voltou
Com uma folhinha no bico.
E Noé ficou sabendo
Que as terras já estavam aparecendo.
E as águas foram baixando
Mais e mais...
Então a Arca pousou
Sobre um monte.
E todo mundo pôde sair
E todo mundo ficou contente.
E todos se abraçaram
E cantaram.
E Deus pendurou no céu
Um arco colorido,
Todo de listras.
E esse arco queria dizer
Que Deus era amigo dos homens,
E que nunca mais
Ia chover assim na terra.
Você já viu, depois da chuva,
O arco-íris redondinho no céu?
Pois é pra sossegar a gente.
Pra gente nunca mais
Ter medo da chuva!





A importância da contação de história

A contação de história deve ser um momento de fantasia e êxtase.
Contar história é muito mais do que fazer uma leitura de um texto retirado de um livro.
Contar histórias é vivenciar o mundo da fantasia, é compartilhar o sonho, é fazer viver e reviver a doçura e o encantamento no mundo maravilhoso da criança que te escuta.

Contação de história





A descoberta da joaninha            
(Bellah Leite Cordeiro)

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa. Vai ser uma delícia!
Todos os bichinhos foram convidados... Afinal chegou o grande dia.
O dia da festa na casa da Lagartixa. Dona Joaninha está feliz.
Quer ir muito bonita!Por que assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!
E ela poderá se divertir a valer!Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura,
·muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
No caminho, encontrou Dona Formiga na porta de do formigueiro e disse:
- Bom dia Dona Formiga! Não vai à festa da lagartixa?
- Não posso minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
- Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer???
- Mas que legal Dona Joaninha! Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
Tirou a fita de sua cabeça e a ofereceu para Dona Formiga que, feliz, decidiu ir à festa.
Lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
Mais adiante, encontraram Dona Aranha na sua teia fazendo renda.
- Oi! Aonde vão as duas tão bonitas?
- À festa da lagartixa! Você não vai???
- Sinto muito! Tive muitas despesas este mês e sem dinheiro não pude me preparar para a festa.
- Não seja por isso! -disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras... Vão ficar lindíssimas em você!
Emprestou suas pulseiras, que ficaram lindas em Dona Aranha.
- Que maravilha! Disse a aranha entusiasmada – Sempre tive vontade de usar pulseiras em meus braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
As três, radiantes de felicidade, seguiram rumo à festa.
Um pouco adiante, encontraram a Taturana. Como sempre, estava morrendo de calor!
- Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor! Sabe que nem tenho disposição para ir à festa da Lagartixa.
- Ora! Mas para isso dá-se um jeito! Disse a Joaninha muito amável – Posso lhe emprestar o meu leque.
E lá se foi também a Taturana, muito alegre, se abanando com o leque, e encantada com a gentileza da amiga.
Logo depois, deram de cara com a Minhoca. Que tinha colocado a cabeça pra fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca, não vai à festa? Disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não dá tempo pra comprar as coisas de que preciso.. E, agora, estou sem ter uma boa roupa boa pra vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se há de fazer?...
- Ora, Dona Minhoca – Disse a Joaninha com pena dela – Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
E emprestou a sua faixa à Minhoca que ficou muito elegante.
E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras, que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita. Mas, a alegria de seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém, na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Fo i então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir não precisa se enfeitar toda. Basta ter o coração bem alegre que a alegria de dentro deixa a gente bonita por fora. E ela conseguiu essa alegria fazendo todo àquele pessoal ficar feliz!!!







sábado, 26 de janeiro de 2013

Projeto" OS SALTIMBANCOS"


PROJETO OS SALTIMBANCOS

APRESENTAÇÃO

 O Projeto “OS SALTIMBANCOS”foi um sonho realizado, desenvolvida na Escola Municipal de Educação Infantil em São Paulo, em que eu trabalho, EMEI Leonardo Arroyo, durante ano letivo de 2012, com alunos do 2º e 3º estágios (5/6 anos).
A obra lendária dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, explora de modo muito eficiente e com uso de elementos lúdicos a união de um grupo de animais contra a exploração de seus patrões. As crianças apreendem a história com grande facilidade e podem aprender sobre valores muito importantes. Questões como união, solidariedade, justiça e diversidade são alguns dos conceitos que a narrativa “Os Músicos de Bremen” conseguem transmitir aos que tem a oportunidade de apreciá-la. Contudo, não podemos deixar de apresentar também a adaptação   Os saltimbancos” realizada por importantes figuras da música popular brasileira. Entre outros nomes, destacamos as figuras de Chico Buarque, Nara Leão, Vinicius de Moraes e Miúcha.

PROBLEMA

Explorar o conto Os Músicos de Bremen de forma interdisciplinar e contemplando as expectativas de aprendizagem para a educação infantil.

JUSTIFICATIVA:

Trabalhar com contos é de extrema importância e muito prazeroso para o universo infantil, em especial “os músicos de Bremen/ os saltimbancos” por se tratar de uma narrativa permeada de elementos lúdicos, além de uma ferramenta didática capaz de introduzir a reflexão de valores muito interessantes para a formação dos pequenos. 
                                                                                           
OBJETIVO GERAL:

Explorar de forma interdisciplinar o conto “Os Músicos de Bremen” e a adaptação, o musical “Os Saltimbancos”.
Expectativas de aprendizagem nos seguintes campos de experiências:
Cuidado de si, do outro, do ambiente;
-Interagir com outras pessoas em situações variadas;
-Compreender e responder a entonação de voz, expressões faciais e corporais;
-Valorizar a importância do outro;
-Desenvolver o sentimento de solidariedade;
Brincar e imaginar:
- Reproduzir situações vivenciadas pelos personagens da história “Os Músicos de Bremen”;
-Participar com os colegas de brincadeiras de roda cantada e de faz-de-conta a partir do repertório do musical “Os Saltimbancos”;
-Representar por meio do teatro o musical “Os Saltimbancos”.
Exploração da linguagem corporal:
-Expressar-se com o corpo;
-Desenvolver a percepção do ritmo;
-Participar de brincadeiras e danças;
-Movimentar-se ritmicamente ao som das músicas do CD “Os Saltimbancos”;
-Imitar posturas corporais, gestos e falas dos personagens, tanto da história quanto do musical;
Exploração da linguagem verbal e escrita:
 -Desenvolver a linguagem oral a partir das músicas: Bicharada, O Jumento, Um Dia de Cão, A Galinha e História de uma Gata.
-Identificar e verbalizar algumas características dos personagens da história – permitindo reconhecer semelhanças e diferenças entre eles;
-Identificar o espaço em que se passa a história e descrevê-lo;
-Interpretar letras de músicas a partir do contexto da história;
-Apreciar contos;
-Ampliar o repertório musical;
- Identificar as letras dos nomes dos animais protagonistas da história;
-Registrar por meio de desenhos os personagens da história;
-Desenvolver as habilidades de observar e ler imagens;
Exploração da natureza e cultura
-Identificar a moradia de cada personagem;
-Pesquisar hábitos e necessidades básicas dos personagens / dos animais e apontar cuidados necessários à sobrevivência dos mesmos.
Apropriação do conhecimento matemático:
-Envolver os números em diferentes usos e funções durante a leitura e contação das histórias;
-Desenhar e interpretar imagens de objetos, animais e pessoas a partir dos diferentes pontos de vista, bem como descrever posição e organização no espaço.
Expressividades das linguagens artísticas:
-Observar imagens;
-Experimentar e utilizar instrumentos musicais e materiais sonoros;
-Estimular o gosto pela criação e arte;
-Aprimorar a criatividade na construção com massa de modelar, produção de painéis, desenho livre, colagem, etc.

-PÚBLICO ALVO: Alunos entre 5 e 6 anos, (2º e 3º Estágios da Educação Infantil).

METODOLOGIA:

Desenvolver diversas atividades sobre o tema. Realizar semanalmente de forma dinâmica e criativa. Dentre as atividades: leitura de imagens, leitura e análise de histórias previamente escolhidas, apreciação de mais de uma versão da mesma história, projeção de imagens dos animais protagonistas da história no data show e musical,  músicas, produções coletivas e individuais de desenhos, confecção de cartaz coletivo, pintura, dobradura, recorte e colagem, brincadeiras, dramatização e apresentação de musical.

RECURSOS MATERIAIS NECESSÁRIOS:

- Livro: Os Músicos de Bremen- Editora Moderna (versão em prosa e verso);
-Livro: Os Músicos de Bremen – Editora Global;
-Textos: Letra das músicas: Bicharada, O Jumento, Um Dia de Cão, A Galinha e História de uma Gata.
- Papéis: ofício, cartolina, Kraft;
-Canetinhas hidrográficas;
-Giz de cera;
- Revistas e jornais;
- Cola;
- Computador com acesso à internet;
- Aparelho de som;
 - Microfone;
-Fantasias;
-Câmara fotográfica;
-Filmadora:
-Data show;
-CD: Os Saltimbancos;
-Cartazes com as letras das músicas;
-DVD: Os Saltimbancos.

RECURSOS HUMANOS NECESSÁRIOS:

- Alunos; - Professores:
-Ates;
-Gestor;
-C.P.
- Colaboradores.
-Funcionários do quadro.

CRONOGRAMA:


Atividade        
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Leitura de imagens e contação de história: os músicos de Bremen


50 min









Dobradura


1h/a







Leitura, interpretação de texto, desenho livre




2h/a






Brincadeira: dança da cadeira




30 min





Reconto da história por meio de painel





1h/a




Roda de conversa
Manuseio de livros e comparação entre a história e a adaptação










30 min



Vídeo: musical os saltimbancos, projetado do data show









30 min


Leitura da história- os saltimbancos adaptada para o teatro.











3h/a

Teatro









40 min

ROTEIRO DE TRABALHO:

REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Atividade:  Leitura de imagens e Contação de história
Data: 07/03/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem verbal
- desenvolver a capacidade de dar sequencia lógica aos fatos;
- esclarecer o pensamento;
- educar a atenção;
- desenvolver o gosto literário;
- fixar e ampliar o vocabulário;
- estimular o interesse pela leitura;
- desenvolver a linguagem oral e escrita.

Experiências de brincar e imaginar
-deleitar a criança;
-infundir o amor à beleza;
- desenvolver sua imaginação;
 -estabelecer uma ligação interna entre o mundo da fantasia e o da realidade.

Experiências com as expressividades artísticas

-desenvolver o poder da observação;
- ampliar as experiências;
- desenvolver o gosto artístico.

Materiais utilizados:
Livro (Os Músicos de Bremen- Irmãos Grimm), Bichos de pelúcia (gato, burro, cão e galo), Imagens dos bichos citados e escrita dos nomes dos mesmos afixadas na lousa.
   

Espaço: Sala 1
Duração da atividade: 50 minutos
Disposição das crianças: Em círculos
Desenvolvimento da atividade:
 História: Os Músicos de Bremen
1º momento ( 20 minutos)
Iniciei a atividade apresentando o livro, autores e fazendo uma leitura com eles da capa.
Na sequência, chamei a atenção para as ilustrações página a página, possibilitando uma leitura coletiva das imagens, dei-lhes um tempo, em seguida fiz alguns questionamentos: Que animal é esse? Qual o nome dele? O que ele tem? Por que está ali? Obtive deles uma descrição do animal e do espaço em que o mesmo se encontrava, além de estimulá-los a prestarem atenção na linguagem visual. Muitas ideias invadiram a classe, oportunizei a todas as crianças espaço e tempo para expressarem suas interpretações, sentimentos e emoções.
Miguel (5B) – O cão está com sede. (fez essa observação após ver o cão deitado e ofegante).
Natasha (5B) – O galo canta muito, cocococococococococóóóóó!!!!!( observou o animal, se expressou e imitou o animal imediatamente).
Pedro (6B) – Observou que o burro estava triste e cansado.
Ayssa (6B)- Percebeu que o burro conversou com o cão e que os dois ficaram amigos.

O resultado foi surpreendente, posto que todos acompanharam a história e compreenderam a sequência dos fatos a partir das imagens.
2º momento ( 10 minutos)
Afixei na lousa as imagens impressas de cada animal (personagem da história), identificação (nome do animal) e a escrita do som emitido por cada um, para que as crianças fizessem a associação da imagem com a linguagem oral e a escrita
CÃO     AU AU AU
GATO  MIAU MIAU

 GALO  CÓCÓCÓÓÓÓ
BURRO HI HOOOOOOOO HI HOOOOOOOOO

3º momento (20 minutos)
Fiz a contação da história, bastante importante nesse momento para agregar mais informações além das observações feitas pelas crianças e foi ilustrada com os bichos de pelúcia o que prendeu a atenção e facilitou o entendimento.


 REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

“Todo origami começa quando pomos a mão em movimento.  Há uma grande diferença entre compreender uma coisa através da mente e conhecer a mesma coisa através do tato”
Tamoko Fuse

Atividade: Dobradura
Data: 14/03/2012
Campo de experiência: Expressividades das linguagens artísticas.
Material utilizado: Papel sul fite, lápis de cor e cola.
Espaço: Sala 2
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Em grupos, sentados a mesa.
Desenvolvimento da aula:

“O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida.”
(Parâmetros Curriculares Nacionais, 1996)

Considerando importante que as crianças conheçam o material, iniciei explorando o  papel: cor, forma geométrica, tamanho, etc. Na sequência expliquei a atividade passo-a-passo fazendo uma demonstração na lousa enquanto todos observavam.
Para motivar as crianças, tornar a atividade significativa e fazer relação com o projeto em andamento, foi colocado o CD “Os Saltimbancos” na faixa 3- Um Dia de Cão, para que construíssem enquanto ouviam a música.
Distribui o papel para cada criança e orientei-os para que observassem a professora dobrá-lo na lousa e assim o fizessem. Enquanto dobravam os questionava:
-Que forma geométrica tinha o papel antes de vocês começarem a dobrar?
Rapidamente a turma respondeu.
-Que nova forma apareceu?
O aluno Pedro (6B) respondeu logo, os demais não lembravam.
Em pouco tempo todos estavam com a dobradura do cão em mãos. Entreguei-lhes uma folha sulfite para que colassem e identificassem o trabalho.
OBS: Os alunos da turma 5B registraram seus nomes com o apoio do crachá e ainda assim com dificuldade. Alguns não conseguiram.
Quanto aos alunos do 6B a maioria fez o nome sem apoio, somente o aluno Guilherme solicitou ajuda.
Curiosidade
Friedrich Froebel (1782-18520) foi quem pela primeira vez utilizou da arte de dobrar papel na educação infantil, o que resultou em mudanças significativas na educação.
Avaliação
Durante o processo notei o interesse de todos e que a realização da mesma alcançou o objetivo proposto de explorar a imaginação, a criatividade, a concentração, aspectos psicomotores, reconhecimento de cores, formas geométricas, além de trabalhar uma linguagem artística.
A atividade foi desenvolvida com sucesso nas duas turmas (5B) e (6B).


REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil- RCNEI, (1998, vol 3) ressalta a importância do manuseio de materiais, de textos( livros, jornais, cartazes, revistas), pelas crianças, uma vez que ao observar produções escritas a criança, vai conhecendo de forma gradativa as características formais da linguagem. (Paz, Mariotti, Knestech, ano,p1.)

Atividade: Leitura, interpretação de texto e desenho livre.
Data: 21/03/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita.
Materiais utilizados: Cartaz com o texto da música: História de uma Gata dos “Os Saltimbancos”, CD “Os Saltimbancos”, papel sulfite, lápis de cor, lápis preto.
Espaço: Sala 1 e Sala 2.
Duração da atividade: 2h/a
Disposição das crianças: Em círculo na sala1 e sentados a mesa na sala 2.
Desenvolvimento da aula:
1º MOMENTO
Apresentei o cartaz com o texto da música: História de Uma Gata. Fiz a leitura do mesmo e questionei-os:
-Do que fala a música?
-Onde a Gata morava?
-O que a Gata comia?
-Qual a história que a Gata está contando?
As respostas aos questionamentos foram esperadas, porém algumas crianças fizeram relação com gatos que têm em casa, apontando que também alimentam e cuidam.
Felipe- ressaltou que não podemos bater nos gatos.
Ayssa- comentou que os gatos são amigos.
Observei que a maioria compreendeu o texto e relatou com facilidade a história contada na música. Após a discussão, solicitei que sentados no chão em círculo ouvissem a música- História de Uma Gata, o curioso foi que aos poucos eles se apropriaram do refrão, foram levantando-se, cantando e dançando.
2º MOMENTO
Na Sala 2, disponibilizei os materiais para que pudessem ilustrar com desenho livre a música: História de Uma Gata.
Avaliação
Observei que todos participaram com interesse e atenção, foram capazes de relatar o que entenderam da música, cantaram, dançaram e apresentaram elementos da música no desenho.
HISTÓRIA DE UMA GATA

ME ALIMENTARAM
ME ACARICIARAM
ME ALICIARAM
ME ACOSTUMARAM
O MEU MUNDO ERA O APARTAMENTO
DETEFON, ALMOFADA E TRATO
TODO DIA FILÉ-MIGNON
OU MESMO UM BOM FILÉ...DE GATO
ME DIZIAM, TODO MOMENTO
FIQUE EM CASA, NÃO TOME VENTO
MAS É DURO FICAR NA SUA
QUANDO À LUZ DA LUA
TANTOS GATOS PELA RUA
TODA A NOITE VÃO CANTANDO ASSIM
NÓS, GATOS, JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM, JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA OU SENHORIO
FELINO, NÃO RECONHECERÁS.
DE MANHÃ EU VOLTEI PRA CASA
FUI BARRADA NA PORTARIA
SEM FILÉ E SEM ALMOFADA
POR CAUSA DA CANTORIA
MAS AGORA O MEU DIA-A-DIA
É NO MEIO DA GATARIA
PELA RUA VIRANDO LATA
EU SOU MAIS EU, MAIS GATA
NUMA LOUCA SERENATA
QUE DE NOITE SAI CANTANDO ASSIM
NÓS, GATOS, JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM, JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA OU SENHORIO
FELINO, NÃO RECONHECERÁS
REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA


Atividade: Contação de história por meio de painel.
Data: 04/04/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita.
Materiais utilizados: Painel com texto e imagens, impressos do livro: Os Músicos de Bremen.
Espaço: Sala 1.
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Sentadas no tapete. 
Desenvolvimento da aula:

“Não se ensina uma criança a escrever,
É ela quem ensina a si mesma (...)
Cada criança possui seu caminho próprio;
É preciso que ela viva as situações de aprendizagem que lhe permitam ao mesmo tempo
Ter referências constantes e
Construir suas próprias competências.”
(Jolibert)

Iniciei a atividade oportunizando as crianças apreciarem o painel exposto. Todos puderam verificar que se tratava da história Os Músicos de Bremen, já conhecida por todos. Após solicitei que sentassem no tapete, expliquei que faria não uma leitura, mas uma contação e eles poderiam auxiliar a partir das imagens, expliquei também que esta era uma versão no estilo (lenga-lenga) história com rimas.

A contação teve por objetivo ampliar o vocabulário e repertoriar as crianças, proporcionando o exercício da imaginação e criatividade além de possibilitar o contato com a escrita e estímulo ao desenvolvimento de funções cognitivas importantes para o pensamento.
Durante a contação, usei elementos expressivos, como imitação de vozes e movimentos com as mãos e o corpo, também cantei com o auxílio das crianças por repetidas vezes o trecho:
“EU SOU VELHO MAS SOU FORTE,
NUNCA SOUBE O QUE É CANSAÇO.
MUITO JOVEM NÃO AGUENTA
NEM METADE DO QUE EU FAÇO.”
Ao término da contação a maioria das crianças já havia se apropriado do refrão, bem como da sequência de fatos ocorridos na história.
Avaliaçã   A contação da história foi prazerosa, todos apreciaram, certamente ampliou as experiências das crianças, o gosto pelo artístico, além de alcançar os objetivos propostos.



REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

“Pra mim, livro é vida, desde que era muito pequena os livros me deram casa e comida.
...Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo;
...em pé fazia parede;
deitada fazia degrau ou escada;
inclinado, encostava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me exprimia lá para brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar para as paredes).
Primeiro, olhando desenhos, depois decifrando palavras...
Fui crescendo e derrubei telhados com a cabeça;
Mas fui pegando intimidade com as palavras.
“E quanto mais íntima a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas...”
Lygia Bojunga Nunes

Atividade: Roda de conversa, manuseio de livros e comparação entre a história e a adaptação.
Data: 11/04/2012.
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita,
Materiais utilizados: 3 livros em versões distintas da história- Os Músicos de Bremen e 1 livro da mesma história adaptada para o teatro- Os Saltimbancos, Máquina fotográfica, caneta e caderno para registros da professora.
Espaço: Sala 2.
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Sentadas em pequenos grupos.
Desenvolvimento da aula:
Iniciei a aula solicitando que formassem grupos de 4 e 5 crianças. Observei que a organização se deu por afinidade o que facilitou a sequência do trabalho, já que  realizaram a leitura (práticas de leitura ou leitura de imagens) em grupo e apresentaram ao grupo maior as descobertas feitas.Distribui um livro para cada grupo e expliquei-lhes a atividade passo-a-passo.



1º- Façam uma leitura do livro em grupo (todos os integrantes deverão pegar o livro, folheá-lo, ler as imagens e tentar descobrir a história contada).
2º - Conversem entre si sobre a história.
3º - Compartilhem as descobertas.
Durante a socialização, oportunizei a todas as crianças verbalizar seu entendimento sobre a história. Todos participaram, respeitando a vez de falar, ouvindo a participação do amigo, comunicando-se entre o grupo, interagindo com o grupo.
Ao final da nossa grande roda de conversa entre os grupos, percebi que as crianças fizeram relação com seus conhecimentos prévios, posto que a história Os Músicos de Bremen já era conhecida de todos. Observei também que alguns foram capazes de contar o enredo respeitando a sequência dos fatos, ou seja, fizeram uma leitura da história sem um total domínio da palavra escrita.
A aluna Anna Beatriz Perestrelo, surpreendeu a todos com uma narrativa clara, rica em detalhes e sequência lógica, prendeu a atenção da turma e se revelou uma contadora de história.
Os alunos Sillas e Gustavo demonstraram interesse, gosto pela história e conhecimento de memória. O Gustavo percebeu de imediato que todas as histórias eram iguais e mais que se tratava da mesma história que um dia a professora contou.
A aluna Ayssa descobriu o nome da história assim que pegou o livro.
A aluna Aline dominou bem a história, auxiliada pelo aluno Edson que lhe lembrava detalhes ao pé do ouvido.
Após todos se expressarem, expliquei a diferença entre a história: Os Músicos de Bremen e a adaptação Os Saltimbancos.

Avaliação
 O desenvolvimento da atividade foi além das minhas expectativas, as crianças se divertiram ao realizá-lo, demonstraram gostar da experiência do trabalho em grupo, surpreenderam quanto a compreensão e interpretação da história, se colocaram no momento oportuno respeitando os combinados da roda de conversa.



REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

"a música e a dança permitem a expressão pelo gesto e pelo movimento, que traz satisfação e alegria. A criança aprende e se desenvolve através dela".
STABILE citado por ESTEVÃO (2002, p. 34).


Atividade: Vídeo- Os Saltimbancos.
Data: 18/04/2012.
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral, Exploração da linguagem corporal, Brincar e imaginar.
Materiais utilizados: Projetor multimídia, mídia: musical “Os Saltimbancos.”
Espaço: Sala 1
Duração da atividade: 30 minutos.
Disposição das crianças: Em pé, cantando e dançando.
Desenvolvimento da aula:

"A música como sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também sempre está presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e recreação".

 FARIA (2001, p. 24).


Iniciei a atividade fazendo um relaxamento com as crianças. Em pé, trabalhamos a respiração, os movimentos amplos, membros superiores e inferiores, cabeça, pescoço, pé e mãos.
Na sequência, expliquei que iríamos participar de um show dos músicos Os Saltimbancos. Em coro todos gritaram: êêêêêêêêê!!!!! Liguei o data show e da primeira a última apresentação todos cantaram e dançaram com entusiasmo e alegria.
O repertório musical, já conhecido por eles por meio do CD, apresentado em momentos anteriores foi aprimorado com o ritmo e a coreografia mostrados no vídeo.
Avaliação
A apresentação do vídeo com o musical favoreceu o desenvolvimento corporal das crianças, combinando brincadeira, música, dança e alegria com ritmo e movimento.
Foi um momento de socialização em que possibilitamos à criança, o aprendizado de noções de espaço, sequência, além de desenvolver o movimento criativo.
A atividade possibilitou também por meio da dança desenvolver a expressão corporal, explorar os sentimentos e adquirir maior autoconfiança, além de desenvolver os seguintes estímulos:
Tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo;
Visual – ver os movimentos e transformá-los em atos;
Auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo;

Afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia;

Cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação;

Motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade.



 REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

                                                             Nosso objetivo na escola não é ter um aluno-autor, um aluno-
                                                               pintor ou um aluno compositor, mas sim dar oportunidades
                                                                a cada um de  descobrir o mundo, a si próprio e a importância
                                                               da arte na vida humana. (REVERBEL, 1989).


Atividade: Apresentação teatral  Infantil – Musical “Os Saltimbancos”
Data: 09/10/12
Campo de experiência: Expressividades das linguagens artísticas.
Material utilizado: Fantasias; Pintura de rosto; Aparelho de som; Microfone; Cenário (casinha, placa: BREMEN; Painel; Cones; Tapete; Almofadas; Pufe).
Espaço: Quadra
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Em todo o espaço da quadra, conforme a ordem de apresentação descrita no texto do teatro.
Desenvolvimento da aula:

Como esperado esse foi um dia atípico na escola, todos os envolvidos estavam ansiosos, principalmente as crianças, protagonistas da peça, estas como todo artista antes de adentrar ao palco, sentiram um friozinho na barriga, eu então, mais que todos estava imersa num emaranhado de sentimentos, alegria, entusiasmo, euforia, emoção e uma felicidade imensa pela realização de um trabalho intenso.
A apresentação teve início com a música “A Bicharada” faixa 1 do CD Os Saltimbancos, e na sequência o narrador foi anunciando as participações e os musicais. Todos foram felizes nas suas representações e o mais importante é que cada criança desempenhou o seu papel com entusiasmo como que em uma grande brincadeira, fato que empolgou à plateia convidando todos a dançar.
O desfecho do teatro não poderia ser diferente, personagens e plateia cantando e dançando juntos. E as crianças? Ah! Admiradas, encantadas, maravilhadas!!!!!!!!!!!!!!!
Um dos objetivos do Projeto “Os Saltimbancos” foi possibilitar às crianças, uma vivência teatral, além do brincar e imaginar. Posto que: o teatro contribui para o desenvolvimento da expressão e comunicação e favorece a produção coletiva de conhecimento da cultura.
O teatro na escola, de acordo com os PCNS, tem o intuito de que o aluno desenvolva um maior domínio do corpo, tornando-o expressivo, um melhor desempenho na verbalização, uma melhor capacidade para responder às situações emergentes e uma maior capacidade de organização de domínio de tempo.
Nesse projeto foi possível atrelar música, dança e teatro com a mesma intensidade.
Para que tudo isso fosse possível  contamos com a participação de muitas pessoas, portanto,
OBRIGADA!