quarta-feira, 1 de maio de 2013
O MÁGICO DE OZ
O Mágico de Oz.
Doroti
vivia numa fazenda com a tia Ema e o tio Henrique. A menina tinha um cãozinho chamado
Totó e passava o tempo todo brincando com ele. Um dia, houve uma ventania tão
forte que a casa da fazenda foi levada pelos ares. Doroti e Totó, que estavam
lá dentro, foram carregados para a terra de Oz. Na terra de Oz havia quatro
fadas. Duas eram boas e vivia uma no Norte e outra no Sul. Duas eram más e moravam
no Leste e no Oeste. Quando a casa da fazenda caiu no chão, esmagou a Fada Má
do Leste e ela morreu. A Boa Fada do Norte agradeceu a Doroti por ter libertado
os comilões, que viviam escravizados pela Fada Má do Leste. Depois a Fada
ofereceu ajuda a Doroti. “ Só o Mágico de Oz pode ajudar você a sair desta
terra. Calce os sapatos encantados, que pertenciam à Fada má do Leste. Depois
siga a estrada dos tijolos amarelos até a cidade das esmeraldas. Lá mora o
mágico de Oz”. Doroti agradeceu e pôs-se a caminho, levando Totó. Logo adiante
encontrou um Espantalho pendurado no tronco. Doroti soltou-o e ele disse que
queria ter um cérebro para poder pensar. Então Doroti convidou: “Venha comigo.
O Mágico de Oz lhe dará um. Mais adiante, os três encontraram um Lenhador de
Lata, que desejava possuir um coração. ‘Venha conosco até a cidade das
Esmeraldas”, convidou Doroti. ‘O Mágico de Oz lhe dará um. Assim, o Lenhador de
Lata também seguiu com eles. Logo depois, os quatro encontraram um Leão. Ele
rugiu para assustá-los. Totó latiu e ele tentou mordê-lo, mas Doroti deu um
tapa no nariz do Leão, dizendo: “ Que covardia, atacar um cãozinho tão pequeno!”
“ Sou covarde mesmo. Mas bem que gostaria de ser corajoso.”, respondeu o Leão. ‘
Venha conosco. O Mágico de Oz dará coragem. Os cinco amigos viajaram muitos dias pela estrada de tijolos amarelos.
Depois de várias aventuras, chegaram ao castelo do Mágico de Oz. Um de cada vez
foi levado à sala do trono para falar com ele. O Leão pediu ao mágico que lhe
desse coragem. O Lenhador de Lata queria um coração. O Espantalho pediu um
cérebro e Doroti queria voltar para a fazenda de seus tios. O Mágico de Oz
prometeu atender ao pedido de todos se eles matassem a Fada Má do Oeste. Os
cincos amigos seguiram para o poente. A noite, a Fada Má do Oeste enviou seus
lobos contra eles, mas o Lenhador de Lata matou todos com seu machado. No dia
seguinte a Fada Má do Oeste mandou seus corvos selvagens atacarem Doroti e os
amigos. O Espantalho enfrentou os corvos e torceu o pescoço de um por um. A
Fada Má do Oeste ficou furiosa e chamou seus macacos alados.Eles carregaram
Doroti,Totó,o Leão,o Lenhador de Lata e o Espantalho para o castelo da bruxa.A
Fada Má do Oeste amassou o Lenhador de Lata e tirou a palha do
Espantalho.Depois prendeu o Leão numa carroça e obrigou-o a trabalhar para ela
dia e noite.Agora vou transformar seu cãozinho num verme,disse a Fada Má a Doroti.A menina
ficou com tanta raiva da Fada Má,que pegou um balde de água e jogou em cima
dela.Socorro,gritou a bruxa.Estou encolhendo! Era verdade.A água fazia a bruxa
diminuir de tamanho.A bruxa foi ficando cada vez menor,até que sumiu.Os Piscas-piscas
,escravos da bruxa,agora estavam livres.A pedido da Boa Fada do Sul,eles
desamassaram o Lenhador de Lata,rechearam
de novo o Espantalho e soltaram o Leão.Doroti e os amigos voltaram ao castelo
do Mágico de Oz.O Espantalho ganhou um cérebro,o Lenhador de Lata conseguiu um
coração,e o Leão obteve coragem.A Boa Fada do Sul disse a Doroti que ela podia
voar com os sapatinhos encantados que a Boa Fada do Norte lhe dera, Doroti despediu-se dos amigos e
voou para fazenda de seus tios,levando Totó nos braços.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A importância da contação de histórias na educação infantil
De acordo com vários estudiosos a contação de histórias é um valioso auxiliar na prática pedagógica de professores da educação infantil. As narrativas estimulam a criatividade e a imaginação, a oralidade, desenvolvem as linguagens oral, escrita e visual, incentivam o prazer pela leitura, promovem o senso crítico, as brincadeiras de faz-de-conta, valores e conceitos, colaboram na formação da personalidade da criança, propiciam o envolvimento social e afetivo e exploram a cultura e a diversidade.
A árvore maravilhosa
( John kilaka )
Há muito tempo,
pequenos e grandes animais viviam unidos e felizes.
Mas um dia a chuva
faltou e o chão ficou tão ressecado que trouxe a fome para a região. Os animais
não tinham mais o que comer.
Por sorte,
encontraram uma árvore enorme que, apesar da seca, estava carregada de frutas
maravilhosas. Elas pareciam estar maduras e exalavam um perfume delicioso, mas
não caíam no chão.
Todos os animais
chacoalhavam e sacudiam a árvore com toda a força, mas não havia meio de ela
entregar frutas.
A cada dia mais
famintos, os animais se reuniram e ficaram quebrando a cabeça:
- Como é que vamos
conseguir alcançar essas frutas?
Tenho uma ideia –
disse a coelha. – Por que não perguntamos à sábia tartaruga? Talvez ela tenha
um bom conselho a dar.
- Maravilha! Ótima
ideia! Vamos perguntar a ela! – concordaram os outros animais.
A coelha então se
ofereceu para ir procurar a tartaruga imediatamente. Mas os animais grandes
discordaram:
-Você é pequena
demais. Não vai conseguir lembrar do conselho da sábia tartaruga. Deixe essa
tarefa para os grandes.
Assim, o elefante
e o búfalo foram incumbidos de irem à casa da tartaruga.
Ao chegarem à casa
da tartaruga, cumprimentaram-na educadamente e perguntaram:
-Senhora
tartaruga, estamos todos passando muita fome. Há aquela árvore maravilhosa,
carregada de frutas. Será que a senhora sabe o que fazer para podermos
colhê-las?
-Ah, eu conheço
bem aquela árvore – respondeu a tartaruga. – Ela só entrega as frutas quando a
chamamos pelo nome. Estou vendo que estão mesmo com fome. Então, elefante,
preste muita atenção, você é grande e tem idade suficiente para lembrar o nome
que eu vou revelar: ntungulu mengenye. Este é o nome dela.
- A senhora está
dizendo que basta falar o nome dela para que a árvore nos presenteie com suas
frutas?
- Sim; ntungulu
mengenye: Basta isso.
O elefante e o
búfalo estavam satisfeitíssimos.
- Muito gentil de
sua parte, senhora tartaruga, muito obrigado. Vamos voltar imediatamente. Os
outro animais estão esperando por nós.
Então os dois
grandes animais se puseram de volta para casa. Mas, ui, no caminho o velho
elefante tropeçou e levou um tombo enorme.
-Aiiiiiiiiii,
aiaiaiaiai... – gemia. Suspirando muito, ele só conseguiu se levantar e ficar
em pé nas quatro patas com a ajuda do búfalo. Em seguida, aprumou-se, bateu a
poeira do corpo e pronto, resolvido, Mas...
-Diga lá búfalo,
você se lembra do nome árvore?
- Eu? Por que eu? Não
é você que é o grande, que deveria prestar muita atenção? Como é que agora está
perguntando para mim? – respondeu o búfalo.
- Mas eu acabei de
cair e aí o nome dela me fugiu da cabeça – defendeu-se o elefante,
envergonhado.
Assim aconteceu
que os dois voltaram para casa sem levarem consigo o importante nome da árvore.
Os outros animais
esperavam ansiosos pela volta do elefante e do búfalo.
- E então, a
tartaruga tinha um bom conselho a dar?
- Bem... bom, sim,
nós encontramos a tartaruga. Ela foi muito gentil e nos revelou o segredo. É
simples: basta dizer o nome da árvore. Mas, infelizmente no caminho de volta
para cá eu levei um tombo, depois disso, não havia meio de eu conseguir me
lembrar do nome dela.
Os animais ficaram
decepcionados.
- Onde já se viu?
Como é que pode um elefante tão grande se esquecer de uma coisa tão pequena
como o nome de uma árvore!
É natural que os
animais famintos ficassem tão irritados.
Desta vez, o
rinoceronte, a girafa e a zebra se puseram a caminho para procurar a tartaruga
e pedir ajuda.
- Desculpe se
estivermos incomodando, mas o elefante e o búfalo esqueceram o nome da árvore
na volta para casa. Será que a senhora poderia fazer a gentileza de nos dizer o
nome mais uma vez?
- É mesmo? Os dois
esqueceram o nome ntungulu mengenye? – Perguntou a tartaruga, admirada. – Vocês
só precisam dizer esse nome para que as frutas caiam aos seus pés. Por que
vocês não voltam cantado o nome ntungulu mengenye até chegarem lá, assim não
correrão o risco de esquecê-lo. Que tal?
- Ah, mas esse
nome nós vamos conseguir lembrar facilmente. Muito obrigado por sua ajuda, boa
senhora tartaruga. Nós já vamos indo.
O trio seguiu o
conselho da tartaruga e sai cantando em coro: “ntungulu mengenye, ntungulu
mengenye” . A girafa seguiu na frente. Mas, opa! Ao avistar umas
folhinhas verdes que fizeram cócegas em seu nariz, ela perdeu o ritmo da música
e parou.
- Esperem só um
instante, por favor. Estou com tanta fome... Quero comer essas folhinhas aqui –
disse a girafa.
- Deixe disso,
estamos com pressa – a zebra e o rinoceronte advertiram. Mas a girafa já estava
mastigando as folhas e se deliciando.
- Prontinho,
podemos seguir. Mas, ei, esperem um pouco, vocês ainda se lembram do nome da
árvore? - A girafa quis saber.
- Não, não
lembramos não. Mas também você tinha que parar para comer essas folhas? –
defenderam-se a zebra e o rinoceronte.
Os animais já
esperavam reunidos debaixo da árvore.
-E então? Vocês
sabem o nome?
- Bem... Não. A tartaruga foi muito simpática, mas no
caminho de volta a girafa encontrou umas folhinhas verdes. Nós chamamos sua
atenção. Infelizmente esquecemos o nome – relatou o rinoceronte.
- Mas não dar para
acreditar que você três esqueceram o nome da árvore! Leão e leopardo! Procurem
a tartaruga!
E assim foi.
-Desculpe se
estamos aqui novamente incomodando a senhora, tartaruga. Não dá para explicar,
mas a girafa, o rinoceronte e a zebra esqueceram o nome da árvore no caminho de
volta para casa. Será que a senhora repetiria o nome para nós? Pediu o leão.
- Hum. Como é
possível esquecer o nome ntungulu
mengenye? Afinal, não é tão difícil assim – disse a tartaruga. – Bom, então
prestem bastante atenção: assim que estiverem debaixo da árvore, vocês dizem
“ntungulu mengenye” que irá chover frutas.
É só isso? Muito gentil da sua parte. Muito
obrigado, boa senhora. Nós vamos voltar agora mesmo, para não esquecermos o
nome novamente – disse o leão, e saiu puxando o leopardo.
Mal haviam caminhado
alguns passos quando o leão parou, estarrecido. Ouvira um barulho vindo do
mato.
- Abaixe –
sussurrou para o leopardo e se enfiou no capim
da estepe atrás do barulho. Mas o rastro não levava a lugar algum, e sem
ter conseguido caçar nada ele voltou, decepcionado, e os dois se puseram a
trilhar o caminho de volta.
-Oh, leopardo...
Você ainda se lembra do nome? Eu temo que tenha esquecido.
-Ai, não! A culpa
é toda sua. Por que você se deixou distrair? Você e sua mania de caçar. De
tanto susto acabei esquecendo o nome – defendeu-se o leopardo.
Como aconteceu aos
outros, os dois não tinham escolha e voltaram para casa sem o nome.
Pra lá de
famintos, os animais receberam os dois cheios de esperança:
- E então, como se
chama a nossa árvore? Vocês sabem o nome?
Os dois limparam a
garganta pigarreando:
- Infelizmente não
sabemos mais. No caminho de volta, uma coisa fez um barulho na moita e aí
acabamos esquecendo o nome.
Agora todos
estavam zangados de verdade. Como era possível que os animais grandes não
dessem conta de se lembrar do nome de uma árvore? O pior é que todos estavam
mesmo sentindo muita fome.
-De que grande
ajuda vocês são? Primeiro não queriam que a coelha fosse procurar a tartaruga
alegando que ela era pequena demais e aí voltam uns após os outros de mãos
vazias. Vamos morrer de fome. Agora vamos pedir à coelha que vá até lá e
veremos no que vai dar.
Dessa vez, os
animais grandes não se opuseram, e a coelha logo se pôs a caminho da casa da
tartaruga para perguntar a ela o nome da árvore.
Chegando
esbaforida, bateu a porta.
-Entre – disse a
tartaruga, surpresa.
-Desculpe
incomodar. Preciso saber o nome da árvore. Os animais grandes o esqueceram no
caminho de volta – relatou a coelha.
- Tantos me
perguntaram pelo segredo... Mal posso acreditar que ninguém conseguiu se
lembrar. E agora vem você? Tem certeza de que vai conseguir guardar o nome? –
Perguntou a tartaruga para a coelha.
- Com certeza não
vou esquecer. Pode confiá-lo a mim por favor!
- Está bem então.
Vou revelá-lo pela última vez Quando estiver debaixo da árvore, você
tem de dizer “ntungulu mengenye” – explicou a tartaruga com
seriedade-, e as frutas caíram aos seus pés.
- ntungulu
mengenye? Esse é o nome que todos esqueceram? Perguntou a coelha. É fácil
demais.
- Sim. NTUNGULU MENGENYE. Isso é tudo.
- Muito obrigada,
boa tartaruga.
Mais do que
depressa, sem olhar para a direita nem
para a esquerda a coelha voltou correndo para casa. Não demorou muito até que
estivesse debaixo da árvore. Fracos de fome , muitos animais já aguardavam seu
retorno.
- Olá, amigos –
saudou a coelha. – Imaginem só, eu sei o nome da árvore! De tão animados, os
animais começaram a bater palmas. Alguns cochichavam duvidando:
-Você acha que ela
sabe mesmo o nome? Até agora ninguém conseguiu.
Afastem-se todos!
Assim que eu chamar a árvore pelo nome vai começar.
- Ande logo, estamos com fome! Diga o nome de
uma vez! – pressionavam os animais.
- ntungulu
mengenye, ntungulu mengenye! – disse bem alto a coelha.
E enquanto ela
estava ainda pronunciando as palavras, as frutas já começaram a cair no chão.
Como um grande
estrondo das nuvens: pam, tapum, taratapum, taratapampumpam!
Que festa! Todos
comeram o quanto puderam. E era só a
coelha dizer ‘ntungulu mengenye’ que mais frutas caíam. De tanto comer e de tão
satisfeitos, alguns animais tiveram até de tirar um cochilo.
Finalmente, os animais grandes procuraram a
coelha e disseram:
- Se soubéssemos
disso antes, teríamos logo mandado você procurar a tartaruga.
Desculpe. Não
pensamos que pudesse ser capaz.
Assim, a fome passou e os
grandes e os pequenos animais viveram felizes, aproveitando a vida e comendo
frutas frescas todos os dias.
domingo, 3 de março de 2013
Contação de história
A árvore maravilhosa
Criança gosta de fantasia, mergulha no mundo encantado de uma história, por isso atenta-se do início ao fim.
A contação de história permite que a criança compartilhe com o adulto o seu afeto, as experiências de vida de ambas as partes.
A criança e a formação leitora
" A leitura do mundo precede a leitura da palavra."
Paulo Freire
A própria citação do renomado Paulo Freire, na epígrafe, nos convida a uma reflexão: a bagagem de um leitor vai além da decifração de códigos.
Para Audrey Carvalho, a leitura é um processo que vem se formando e incorporando ao cidadão independentemente de sua idade. Ele acredita na "formação" do leitor desde cedo.
O
leitor pode, sim, e deve ser encaminhado, iniciado, direcionado.
É
preciso que se dê asas ao leitor e o deixe voar por seus próprios campos e
montanhas... Um voo de águia, alto e descobridor, ou voo mediano, quiçá
rasteiro. Afinal, ele é quem decide, pois a ele será dado o poder de ser
autônomo, independente, “em formação”, um leitor verdadeiro. Estes somos eu,
você, um pouco de cada um de nós – sempre em formação.
Carvalho, Audrey
Formando o leitor -1 ed. São Paulo:
Rideel, 2010
Assinar:
Postagens (Atom)