segunda-feira, 3 de junho de 2013

OS TRÊS PORQUINHOS


Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.
A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.
Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:
 
__Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.
 
A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.
 
Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos:
 
__Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.
 
Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.
 
Cada porquinho queria usar um material diferente.
 
O primeiro porquinho, um dos preguiçosos foi logo dizendo:
 
__ Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas.
 
O porquinho mais sábio advertiu:
 
__ Uma casa de palha não é nada segura.
 
O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite:
 
__ Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar.
 
__ Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger?
 
__ Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?
 

__Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei briNcar. – Respondeu o mais velho. 
O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar.
 
Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando.
 
__Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos preguiçosos.
 
Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas.
 
O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.
 
Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.
 
__Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.
 
O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem par a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda!
 
Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.
 
Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.
 
O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:
 
__ Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão!- mentiu o porquinho cheio de medo.
 
__ Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador.
 
O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.
 
__Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu vou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar.
 
O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou uma vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão.
 
O lobo correu atrás.
 
Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.
 
__Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.
 
Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta.
 
Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:
__Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho! __ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- disseram os porquinhos.
 
__ Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não agüentou e caiu.
 
Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.
 
Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.
 
__Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho.
 
Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:
 
__ Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!
 
__Pode esperar sentado seu lobo mentiroso.- respondeu o porquinho mais velho.
 
__ Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.
 
Soprou novamente mais forte e nada.
 
Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.
 
O lobo resolveu então voltar para a sua toca e descansar até o dia seguinte.
 
Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.
 
__ Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprende ruma lição.- Advertiu o porquinho mais velho.
 
No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.
 
__ Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.
 
Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: -__ Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do lobo, surja um vendedor?
 
Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco.
 
O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:
 
__ Frutas fresquinhas, quem vai querer?
 
Os porquinhos responderam:
 
__ Não, obrigado.
 
O lobo insistiu:
 
Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.
 
__ Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui.
 
O lobo furioso se revelou:
 
__ Abram logo, poupo um de vocês!
 
Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor.
 
De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.
 
Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.
 
O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.
 
___AUUUUUUU!- Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras.
 
Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.
 
Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não aguentando as saudades, foi morar com os filhos.
Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.

                                                                                                                                                      Joseph Jacobs

Contação de história





quarta-feira, 1 de maio de 2013

                                                     Livro - O Magico de Oz 1 Edicao

O MÁGICO DE OZ



O Mágico de Oz.
Doroti vivia numa fazenda com a tia Ema e o tio Henrique. A menina tinha um cãozinho chamado Totó e passava o tempo todo brincando com ele. Um dia, houve uma ventania tão forte que a casa da fazenda foi levada pelos ares. Doroti e Totó, que estavam lá dentro, foram carregados para a terra de Oz. Na terra de Oz havia quatro fadas. Duas eram boas e vivia uma no Norte e outra no Sul. Duas eram más e moravam no Leste e no Oeste. Quando a casa da fazenda caiu no chão, esmagou a Fada Má do Leste e ela morreu. A Boa Fada do Norte agradeceu a Doroti por ter libertado os comilões, que viviam escravizados pela Fada Má do Leste. Depois a Fada ofereceu ajuda a Doroti. “ Só o Mágico de Oz pode ajudar você a sair desta terra. Calce os sapatos encantados, que pertenciam à Fada má do Leste. Depois siga a estrada dos tijolos amarelos até a cidade das esmeraldas. Lá mora o mágico de Oz”. Doroti agradeceu e pôs-se a caminho, levando Totó. Logo adiante encontrou um Espantalho pendurado no tronco. Doroti soltou-o e ele disse que queria ter um cérebro para poder pensar. Então Doroti convidou: “Venha comigo. O Mágico de Oz lhe dará um. Mais adiante, os três encontraram um Lenhador de Lata, que desejava possuir um coração. ‘Venha conosco até a cidade das Esmeraldas”, convidou Doroti. ‘O Mágico de Oz lhe dará um. Assim, o Lenhador de Lata também seguiu com eles. Logo depois, os quatro encontraram um Leão. Ele rugiu para assustá-los. Totó latiu e ele tentou mordê-lo, mas Doroti deu um tapa no nariz do Leão, dizendo: “ Que covardia, atacar um cãozinho tão pequeno!” “ Sou covarde mesmo. Mas bem que gostaria de ser corajoso.”, respondeu o Leão. ‘ Venha conosco. O Mágico de Oz dará coragem. Os cinco amigos viajaram  muitos dias pela estrada de tijolos amarelos. Depois de várias aventuras, chegaram ao castelo do Mágico de Oz. Um de cada vez foi levado à sala do trono para falar com ele. O Leão pediu ao mágico que lhe desse coragem. O Lenhador de Lata queria um coração. O Espantalho pediu um cérebro e Doroti queria voltar para a fazenda de seus tios. O Mágico de Oz prometeu atender ao pedido de todos se eles matassem a Fada Má do Oeste. Os cincos amigos seguiram para o poente. A noite, a Fada Má do Oeste enviou seus lobos contra eles, mas o Lenhador de Lata matou todos com seu machado. No dia seguinte a Fada Má do Oeste mandou seus corvos selvagens atacarem Doroti e os amigos. O Espantalho enfrentou os corvos e torceu o pescoço de um por um. A Fada Má do Oeste ficou furiosa e chamou seus macacos alados.Eles carregaram Doroti,Totó,o Leão,o Lenhador de Lata e o Espantalho para o castelo da bruxa.A Fada Má do Oeste amassou o Lenhador de Lata e tirou a palha do Espantalho.Depois prendeu o Leão numa carroça e obrigou-o a trabalhar para ela dia e noite.Agora vou transformar seu cãozinho  num verme,disse a Fada Má a Doroti.A menina ficou com tanta raiva da Fada Má,que pegou um balde de água e jogou em cima dela.Socorro,gritou a bruxa.Estou encolhendo! Era verdade.A água fazia a bruxa diminuir de tamanho.A bruxa foi ficando cada vez menor,até que sumiu.Os Piscas-piscas ,escravos da bruxa,agora estavam livres.A pedido da Boa Fada do Sul,eles desamassaram  o Lenhador de Lata,rechearam de novo o Espantalho e soltaram o Leão.Doroti e os amigos voltaram ao castelo do Mágico de Oz.O Espantalho ganhou um cérebro,o Lenhador de Lata conseguiu um coração,e o Leão obteve coragem.A Boa Fada do Sul disse a Doroti que ela podia voar com os sapatinhos encantados que a Boa Fada do Norte  lhe dera, Doroti despediu-se dos amigos e voou para fazenda de seus tios,levando Totó nos braços.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O mágico de oz





O mágico de Oz






A importância da contação de histórias na educação infantil


De acordo com vários estudiosos a contação de histórias é um valioso auxiliar na prática pedagógica de professores da educação infantil. As narrativas estimulam a criatividade e a imaginação, a oralidade, desenvolvem as linguagens oral, escrita e visual, incentivam o prazer pela leitura, promovem o senso crítico, as brincadeiras de faz-de-conta, valores e conceitos, colaboram na formação da personalidade da criança, propiciam o envolvimento social e afetivo e exploram a cultura e a diversidade.



A árvore maravilhosa
                              ( John kilaka )
Há muito tempo, pequenos e grandes animais viviam unidos e felizes.
Mas um dia a chuva faltou e o chão ficou tão ressecado que trouxe a fome para a região. Os animais não tinham mais o que comer.
Por sorte, encontraram uma árvore enorme que, apesar da seca, estava carregada de frutas maravilhosas. Elas pareciam estar maduras e exalavam um perfume delicioso, mas não caíam no chão.
Todos os animais chacoalhavam e sacudiam a árvore com toda a força, mas não havia meio de ela entregar frutas.
A cada dia mais famintos, os animais se reuniram e ficaram quebrando a cabeça:
- Como é que vamos conseguir alcançar essas frutas?
Tenho uma ideia – disse a coelha. – Por que não perguntamos à sábia tartaruga? Talvez ela tenha um bom conselho a dar.
- Maravilha! Ótima ideia! Vamos perguntar a ela! – concordaram os outros animais.
A coelha então se ofereceu para ir procurar a tartaruga imediatamente. Mas os animais grandes discordaram:
-Você é pequena demais. Não vai conseguir lembrar do conselho da sábia tartaruga. Deixe essa tarefa para os grandes.
Assim, o elefante e o búfalo foram incumbidos de irem à casa da tartaruga.
Ao chegarem à casa da tartaruga, cumprimentaram-na educadamente e perguntaram:
-Senhora tartaruga, estamos todos passando muita fome. Há aquela árvore maravilhosa, carregada de frutas. Será que a senhora sabe o que fazer para podermos colhê-las?
-Ah, eu conheço bem aquela árvore – respondeu a tartaruga. – Ela só entrega as frutas quando a chamamos pelo nome. Estou vendo que estão mesmo com fome. Então, elefante, preste muita atenção, você é grande e tem idade suficiente para lembrar o nome que eu vou revelar: ntungulu mengenye. Este é o nome dela.
- A senhora está dizendo que basta falar o nome dela para que a árvore nos presenteie com suas frutas?
- Sim; ntungulu mengenye: Basta isso.
O elefante e o búfalo estavam satisfeitíssimos.
- Muito gentil de sua parte, senhora tartaruga, muito obrigado. Vamos voltar imediatamente. Os outro animais estão esperando por nós.

Então os dois grandes animais se puseram de volta para casa. Mas, ui, no caminho o velho elefante tropeçou e levou um tombo enorme.
-Aiiiiiiiiii, aiaiaiaiai... – gemia. Suspirando muito, ele só conseguiu se levantar e ficar em pé nas quatro patas com a ajuda do búfalo. Em seguida, aprumou-se, bateu a poeira do corpo e pronto, resolvido, Mas...
-Diga lá búfalo, você se lembra do nome árvore?
- Eu? Por que eu? Não é você que é o grande, que deveria prestar muita atenção? Como é que agora está perguntando para mim? – respondeu o búfalo.
- Mas eu acabei de cair e aí o nome dela me fugiu da cabeça – defendeu-se o elefante, envergonhado.
Assim aconteceu que os dois voltaram para casa sem levarem consigo o importante nome da árvore.
Os outros animais esperavam ansiosos pela volta do elefante e do búfalo.
- E então, a tartaruga tinha um bom conselho a dar?
- Bem... bom, sim, nós encontramos a tartaruga. Ela foi muito gentil e nos revelou o segredo. É simples: basta dizer o nome da árvore. Mas, infelizmente no caminho de volta para cá eu levei um tombo, depois disso, não havia meio de eu conseguir me lembrar do nome dela.
Os animais ficaram decepcionados.
- Onde já se viu? Como é que pode um elefante tão grande se esquecer de uma coisa tão pequena como o nome de uma árvore!
É natural que os animais famintos ficassem tão irritados.
Desta vez, o rinoceronte, a girafa e a zebra se puseram a caminho para procurar a tartaruga e pedir ajuda.
- Desculpe se estivermos incomodando, mas o elefante e o búfalo esqueceram o nome da árvore na volta para casa. Será que a senhora poderia fazer a gentileza de nos dizer o nome mais uma vez?
- É mesmo? Os dois esqueceram o nome ntungulu mengenye? – Perguntou a tartaruga, admirada. – Vocês só precisam dizer esse nome para que as frutas caiam aos seus pés. Por que vocês não voltam cantado o nome ntungulu mengenye até chegarem lá, assim não correrão o risco de esquecê-lo. Que tal?
- Ah, mas esse nome nós vamos conseguir lembrar facilmente. Muito obrigado por sua ajuda, boa senhora tartaruga. Nós já vamos indo.
O trio seguiu o conselho da tartaruga e sai cantando em coro: “ntungulu mengenye, ntungulu mengenye” . A girafa seguiu na frente. Mas, opa! Ao avistar umas folhinhas verdes que fizeram cócegas em seu nariz, ela perdeu o ritmo da música e parou.
- Esperem só um instante, por favor. Estou com tanta fome... Quero comer essas folhinhas aqui – disse a girafa.
- Deixe disso, estamos com pressa – a zebra e o rinoceronte advertiram. Mas a girafa já estava mastigando as folhas e se deliciando.
- Prontinho, podemos seguir. Mas, ei, esperem um pouco, vocês ainda se lembram do nome da árvore? - A girafa quis saber.
- Não, não lembramos não. Mas também você tinha que parar para comer essas folhas? – defenderam-se a zebra e o rinoceronte.
Os animais já esperavam reunidos debaixo da árvore.
-E então? Vocês sabem o nome?
- Bem...  Não. A tartaruga foi muito simpática, mas no caminho de volta a girafa encontrou umas folhinhas verdes. Nós chamamos sua atenção. Infelizmente esquecemos o nome – relatou o rinoceronte.
- Mas não dar para acreditar que você três esqueceram o nome da árvore! Leão e leopardo! Procurem a tartaruga!
E assim foi.
-Desculpe se estamos aqui novamente incomodando a senhora, tartaruga. Não dá para explicar, mas a girafa, o rinoceronte e a zebra esqueceram o nome da árvore no caminho de volta para casa. Será que a senhora repetiria o nome para nós? Pediu o leão.
- Hum. Como é possível esquecer o nome  ntungulu mengenye? Afinal, não é tão difícil assim – disse a tartaruga. – Bom, então prestem bastante atenção: assim que estiverem debaixo da árvore, vocês dizem “ntungulu mengenye” que irá chover frutas.
 É só isso? Muito gentil da sua parte. Muito obrigado, boa senhora. Nós vamos voltar agora mesmo, para não esquecermos o nome novamente – disse o leão, e saiu puxando o leopardo.
Mal haviam caminhado alguns passos quando o leão parou, estarrecido. Ouvira um barulho vindo do mato.
- Abaixe – sussurrou para o leopardo e se enfiou no capim  da estepe atrás do barulho. Mas o rastro não levava a lugar algum, e sem ter conseguido caçar nada ele voltou, decepcionado, e os dois se puseram a trilhar o caminho de volta.
-Oh, leopardo... Você ainda se lembra do nome? Eu temo que tenha esquecido.
-Ai, não! A culpa é toda sua. Por que você se deixou distrair? Você e sua mania de caçar. De tanto susto acabei esquecendo o nome – defendeu-se o leopardo.
Como aconteceu aos outros, os dois não tinham escolha e voltaram para casa sem o nome.
Pra lá de famintos, os animais receberam os dois cheios de esperança:
- E então, como se chama a nossa árvore? Vocês sabem o nome?
Os dois limparam a garganta pigarreando:
- Infelizmente não sabemos mais. No caminho de volta, uma coisa fez um barulho na moita e aí acabamos esquecendo o nome.
Agora todos estavam zangados de verdade. Como era possível que os animais grandes não dessem conta de se lembrar do nome de uma árvore? O pior é que todos estavam mesmo sentindo muita fome.
-De que grande ajuda vocês são? Primeiro não queriam que a coelha fosse procurar a tartaruga alegando que ela era pequena demais e aí voltam uns após os outros de mãos vazias. Vamos morrer de fome. Agora vamos pedir à coelha que vá até lá e veremos no que vai dar.
Dessa vez, os animais grandes não se opuseram, e a coelha logo se pôs a caminho da casa da tartaruga para perguntar a ela o nome da árvore.
Chegando esbaforida, bateu a porta.
-Entre – disse a tartaruga, surpresa.
-Desculpe incomodar. Preciso saber o nome da árvore. Os animais grandes o esqueceram no caminho de volta – relatou a coelha.
- Tantos me perguntaram pelo segredo... Mal posso acreditar que ninguém conseguiu se lembrar. E agora vem você? Tem certeza de que vai conseguir guardar o nome? – Perguntou a tartaruga para a coelha.
- Com certeza não vou esquecer. Pode confiá-lo a mim por favor!
- Está bem então. Vou revelá-lo pela última vez          Quando estiver debaixo da árvore, você tem de dizer “ntungulu mengenye” – explicou a tartaruga com seriedade-, e as frutas caíram aos seus pés.
- ntungulu mengenye? Esse é o nome que todos esqueceram? Perguntou a coelha. É fácil demais.
- Sim. NTUNGULU MENGENYE. Isso é tudo.
- Muito obrigada, boa tartaruga.
Mais do que depressa, sem olhar  para a direita nem para a esquerda a coelha voltou correndo para casa. Não demorou muito até que estivesse debaixo da árvore. Fracos de fome , muitos animais já aguardavam seu retorno.
- Olá, amigos – saudou a coelha. – Imaginem só, eu sei o nome da árvore! De tão animados, os animais começaram a bater palmas. Alguns cochichavam duvidando:
-Você acha que ela sabe mesmo o nome? Até agora ninguém conseguiu.
Afastem-se todos! Assim que eu chamar a árvore pelo nome vai começar.
-  Ande logo, estamos com fome! Diga o nome de uma vez! – pressionavam os animais.
- ntungulu mengenye, ntungulu mengenye! – disse bem alto a coelha.
E enquanto ela estava ainda pronunciando as palavras, as frutas já começaram a cair no chão.
Como um grande estrondo das nuvens: pam, tapum, taratapum, taratapampumpam!
Que festa! Todos comeram o quanto puderam. E era só  a coelha dizer ‘ntungulu mengenye’ que mais frutas caíam. De tanto comer e de tão satisfeitos, alguns animais tiveram até de tirar um cochilo.
 Finalmente, os animais grandes procuraram a coelha e disseram:
- Se soubéssemos disso antes, teríamos logo mandado você procurar a tartaruga.
Desculpe. Não pensamos que pudesse ser capaz.
Assim, a fome passou e os grandes e os pequenos animais viveram felizes, aproveitando a vida e comendo frutas frescas todos os dias.