quarta-feira, 19 de junho de 2013

Falando sobre leitura | o que é o livro para lygia bojunga



            Declaração de amor

“Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida. Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.

De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois decifrando palavras. Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça. Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, mas eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Se por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.

Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.

Foi assim que, devagarzinho, me habituei com essa troca tão gostosa que – no meu jeito de ver as coisas – é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava”.

LYGIA BOJUNGA NUNES




segunda-feira, 3 de junho de 2013

OS TRÊS PORQUINHOS


Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.
A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.
Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:
 
__Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.
 
A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.
 
Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos:
 
__Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.
 
Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.
 
Cada porquinho queria usar um material diferente.
 
O primeiro porquinho, um dos preguiçosos foi logo dizendo:
 
__ Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas.
 
O porquinho mais sábio advertiu:
 
__ Uma casa de palha não é nada segura.
 
O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite:
 
__ Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar.
 
__ Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger?
 
__ Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?
 

__Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei briNcar. – Respondeu o mais velho. 
O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar.
 
Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando.
 
__Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos preguiçosos.
 
Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas.
 
O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.
 
Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.
 
__Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.
 
O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem par a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda!
 
Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.
 
Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.
 
O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:
 
__ Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão!- mentiu o porquinho cheio de medo.
 
__ Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador.
 
O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.
 
__Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu vou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar.
 
O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou uma vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão.
 
O lobo correu atrás.
 
Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.
 
__Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.
 
Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta.
 
Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:
__Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho! __ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- disseram os porquinhos.
 
__ Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não agüentou e caiu.
 
Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.
 
Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.
 
__Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho.
 
Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:
 
__ Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!
 
__Pode esperar sentado seu lobo mentiroso.- respondeu o porquinho mais velho.
 
__ Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.
 
Soprou novamente mais forte e nada.
 
Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.
 
O lobo resolveu então voltar para a sua toca e descansar até o dia seguinte.
 
Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.
 
__ Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprende ruma lição.- Advertiu o porquinho mais velho.
 
No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.
 
__ Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.
 
Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: -__ Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do lobo, surja um vendedor?
 
Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco.
 
O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:
 
__ Frutas fresquinhas, quem vai querer?
 
Os porquinhos responderam:
 
__ Não, obrigado.
 
O lobo insistiu:
 
Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.
 
__ Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui.
 
O lobo furioso se revelou:
 
__ Abram logo, poupo um de vocês!
 
Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor.
 
De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.
 
Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.
 
O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.
 
___AUUUUUUU!- Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras.
 
Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.
 
Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não aguentando as saudades, foi morar com os filhos.
Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.

                                                                                                                                                      Joseph Jacobs

Contação de história





quarta-feira, 1 de maio de 2013

                                                     Livro - O Magico de Oz 1 Edicao

O MÁGICO DE OZ



O Mágico de Oz.
Doroti vivia numa fazenda com a tia Ema e o tio Henrique. A menina tinha um cãozinho chamado Totó e passava o tempo todo brincando com ele. Um dia, houve uma ventania tão forte que a casa da fazenda foi levada pelos ares. Doroti e Totó, que estavam lá dentro, foram carregados para a terra de Oz. Na terra de Oz havia quatro fadas. Duas eram boas e vivia uma no Norte e outra no Sul. Duas eram más e moravam no Leste e no Oeste. Quando a casa da fazenda caiu no chão, esmagou a Fada Má do Leste e ela morreu. A Boa Fada do Norte agradeceu a Doroti por ter libertado os comilões, que viviam escravizados pela Fada Má do Leste. Depois a Fada ofereceu ajuda a Doroti. “ Só o Mágico de Oz pode ajudar você a sair desta terra. Calce os sapatos encantados, que pertenciam à Fada má do Leste. Depois siga a estrada dos tijolos amarelos até a cidade das esmeraldas. Lá mora o mágico de Oz”. Doroti agradeceu e pôs-se a caminho, levando Totó. Logo adiante encontrou um Espantalho pendurado no tronco. Doroti soltou-o e ele disse que queria ter um cérebro para poder pensar. Então Doroti convidou: “Venha comigo. O Mágico de Oz lhe dará um. Mais adiante, os três encontraram um Lenhador de Lata, que desejava possuir um coração. ‘Venha conosco até a cidade das Esmeraldas”, convidou Doroti. ‘O Mágico de Oz lhe dará um. Assim, o Lenhador de Lata também seguiu com eles. Logo depois, os quatro encontraram um Leão. Ele rugiu para assustá-los. Totó latiu e ele tentou mordê-lo, mas Doroti deu um tapa no nariz do Leão, dizendo: “ Que covardia, atacar um cãozinho tão pequeno!” “ Sou covarde mesmo. Mas bem que gostaria de ser corajoso.”, respondeu o Leão. ‘ Venha conosco. O Mágico de Oz dará coragem. Os cinco amigos viajaram  muitos dias pela estrada de tijolos amarelos. Depois de várias aventuras, chegaram ao castelo do Mágico de Oz. Um de cada vez foi levado à sala do trono para falar com ele. O Leão pediu ao mágico que lhe desse coragem. O Lenhador de Lata queria um coração. O Espantalho pediu um cérebro e Doroti queria voltar para a fazenda de seus tios. O Mágico de Oz prometeu atender ao pedido de todos se eles matassem a Fada Má do Oeste. Os cincos amigos seguiram para o poente. A noite, a Fada Má do Oeste enviou seus lobos contra eles, mas o Lenhador de Lata matou todos com seu machado. No dia seguinte a Fada Má do Oeste mandou seus corvos selvagens atacarem Doroti e os amigos. O Espantalho enfrentou os corvos e torceu o pescoço de um por um. A Fada Má do Oeste ficou furiosa e chamou seus macacos alados.Eles carregaram Doroti,Totó,o Leão,o Lenhador de Lata e o Espantalho para o castelo da bruxa.A Fada Má do Oeste amassou o Lenhador de Lata e tirou a palha do Espantalho.Depois prendeu o Leão numa carroça e obrigou-o a trabalhar para ela dia e noite.Agora vou transformar seu cãozinho  num verme,disse a Fada Má a Doroti.A menina ficou com tanta raiva da Fada Má,que pegou um balde de água e jogou em cima dela.Socorro,gritou a bruxa.Estou encolhendo! Era verdade.A água fazia a bruxa diminuir de tamanho.A bruxa foi ficando cada vez menor,até que sumiu.Os Piscas-piscas ,escravos da bruxa,agora estavam livres.A pedido da Boa Fada do Sul,eles desamassaram  o Lenhador de Lata,rechearam de novo o Espantalho e soltaram o Leão.Doroti e os amigos voltaram ao castelo do Mágico de Oz.O Espantalho ganhou um cérebro,o Lenhador de Lata conseguiu um coração,e o Leão obteve coragem.A Boa Fada do Sul disse a Doroti que ela podia voar com os sapatinhos encantados que a Boa Fada do Norte  lhe dera, Doroti despediu-se dos amigos e voou para fazenda de seus tios,levando Totó nos braços.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O mágico de oz





O mágico de Oz






A importância da contação de histórias na educação infantil


De acordo com vários estudiosos a contação de histórias é um valioso auxiliar na prática pedagógica de professores da educação infantil. As narrativas estimulam a criatividade e a imaginação, a oralidade, desenvolvem as linguagens oral, escrita e visual, incentivam o prazer pela leitura, promovem o senso crítico, as brincadeiras de faz-de-conta, valores e conceitos, colaboram na formação da personalidade da criança, propiciam o envolvimento social e afetivo e exploram a cultura e a diversidade.



A árvore maravilhosa
                              ( John kilaka )
Há muito tempo, pequenos e grandes animais viviam unidos e felizes.
Mas um dia a chuva faltou e o chão ficou tão ressecado que trouxe a fome para a região. Os animais não tinham mais o que comer.
Por sorte, encontraram uma árvore enorme que, apesar da seca, estava carregada de frutas maravilhosas. Elas pareciam estar maduras e exalavam um perfume delicioso, mas não caíam no chão.
Todos os animais chacoalhavam e sacudiam a árvore com toda a força, mas não havia meio de ela entregar frutas.
A cada dia mais famintos, os animais se reuniram e ficaram quebrando a cabeça:
- Como é que vamos conseguir alcançar essas frutas?
Tenho uma ideia – disse a coelha. – Por que não perguntamos à sábia tartaruga? Talvez ela tenha um bom conselho a dar.
- Maravilha! Ótima ideia! Vamos perguntar a ela! – concordaram os outros animais.
A coelha então se ofereceu para ir procurar a tartaruga imediatamente. Mas os animais grandes discordaram:
-Você é pequena demais. Não vai conseguir lembrar do conselho da sábia tartaruga. Deixe essa tarefa para os grandes.
Assim, o elefante e o búfalo foram incumbidos de irem à casa da tartaruga.
Ao chegarem à casa da tartaruga, cumprimentaram-na educadamente e perguntaram:
-Senhora tartaruga, estamos todos passando muita fome. Há aquela árvore maravilhosa, carregada de frutas. Será que a senhora sabe o que fazer para podermos colhê-las?
-Ah, eu conheço bem aquela árvore – respondeu a tartaruga. – Ela só entrega as frutas quando a chamamos pelo nome. Estou vendo que estão mesmo com fome. Então, elefante, preste muita atenção, você é grande e tem idade suficiente para lembrar o nome que eu vou revelar: ntungulu mengenye. Este é o nome dela.
- A senhora está dizendo que basta falar o nome dela para que a árvore nos presenteie com suas frutas?
- Sim; ntungulu mengenye: Basta isso.
O elefante e o búfalo estavam satisfeitíssimos.
- Muito gentil de sua parte, senhora tartaruga, muito obrigado. Vamos voltar imediatamente. Os outro animais estão esperando por nós.

Então os dois grandes animais se puseram de volta para casa. Mas, ui, no caminho o velho elefante tropeçou e levou um tombo enorme.
-Aiiiiiiiiii, aiaiaiaiai... – gemia. Suspirando muito, ele só conseguiu se levantar e ficar em pé nas quatro patas com a ajuda do búfalo. Em seguida, aprumou-se, bateu a poeira do corpo e pronto, resolvido, Mas...
-Diga lá búfalo, você se lembra do nome árvore?
- Eu? Por que eu? Não é você que é o grande, que deveria prestar muita atenção? Como é que agora está perguntando para mim? – respondeu o búfalo.
- Mas eu acabei de cair e aí o nome dela me fugiu da cabeça – defendeu-se o elefante, envergonhado.
Assim aconteceu que os dois voltaram para casa sem levarem consigo o importante nome da árvore.
Os outros animais esperavam ansiosos pela volta do elefante e do búfalo.
- E então, a tartaruga tinha um bom conselho a dar?
- Bem... bom, sim, nós encontramos a tartaruga. Ela foi muito gentil e nos revelou o segredo. É simples: basta dizer o nome da árvore. Mas, infelizmente no caminho de volta para cá eu levei um tombo, depois disso, não havia meio de eu conseguir me lembrar do nome dela.
Os animais ficaram decepcionados.
- Onde já se viu? Como é que pode um elefante tão grande se esquecer de uma coisa tão pequena como o nome de uma árvore!
É natural que os animais famintos ficassem tão irritados.
Desta vez, o rinoceronte, a girafa e a zebra se puseram a caminho para procurar a tartaruga e pedir ajuda.
- Desculpe se estivermos incomodando, mas o elefante e o búfalo esqueceram o nome da árvore na volta para casa. Será que a senhora poderia fazer a gentileza de nos dizer o nome mais uma vez?
- É mesmo? Os dois esqueceram o nome ntungulu mengenye? – Perguntou a tartaruga, admirada. – Vocês só precisam dizer esse nome para que as frutas caiam aos seus pés. Por que vocês não voltam cantado o nome ntungulu mengenye até chegarem lá, assim não correrão o risco de esquecê-lo. Que tal?
- Ah, mas esse nome nós vamos conseguir lembrar facilmente. Muito obrigado por sua ajuda, boa senhora tartaruga. Nós já vamos indo.
O trio seguiu o conselho da tartaruga e sai cantando em coro: “ntungulu mengenye, ntungulu mengenye” . A girafa seguiu na frente. Mas, opa! Ao avistar umas folhinhas verdes que fizeram cócegas em seu nariz, ela perdeu o ritmo da música e parou.
- Esperem só um instante, por favor. Estou com tanta fome... Quero comer essas folhinhas aqui – disse a girafa.
- Deixe disso, estamos com pressa – a zebra e o rinoceronte advertiram. Mas a girafa já estava mastigando as folhas e se deliciando.
- Prontinho, podemos seguir. Mas, ei, esperem um pouco, vocês ainda se lembram do nome da árvore? - A girafa quis saber.
- Não, não lembramos não. Mas também você tinha que parar para comer essas folhas? – defenderam-se a zebra e o rinoceronte.
Os animais já esperavam reunidos debaixo da árvore.
-E então? Vocês sabem o nome?
- Bem...  Não. A tartaruga foi muito simpática, mas no caminho de volta a girafa encontrou umas folhinhas verdes. Nós chamamos sua atenção. Infelizmente esquecemos o nome – relatou o rinoceronte.
- Mas não dar para acreditar que você três esqueceram o nome da árvore! Leão e leopardo! Procurem a tartaruga!
E assim foi.
-Desculpe se estamos aqui novamente incomodando a senhora, tartaruga. Não dá para explicar, mas a girafa, o rinoceronte e a zebra esqueceram o nome da árvore no caminho de volta para casa. Será que a senhora repetiria o nome para nós? Pediu o leão.
- Hum. Como é possível esquecer o nome  ntungulu mengenye? Afinal, não é tão difícil assim – disse a tartaruga. – Bom, então prestem bastante atenção: assim que estiverem debaixo da árvore, vocês dizem “ntungulu mengenye” que irá chover frutas.
 É só isso? Muito gentil da sua parte. Muito obrigado, boa senhora. Nós vamos voltar agora mesmo, para não esquecermos o nome novamente – disse o leão, e saiu puxando o leopardo.
Mal haviam caminhado alguns passos quando o leão parou, estarrecido. Ouvira um barulho vindo do mato.
- Abaixe – sussurrou para o leopardo e se enfiou no capim  da estepe atrás do barulho. Mas o rastro não levava a lugar algum, e sem ter conseguido caçar nada ele voltou, decepcionado, e os dois se puseram a trilhar o caminho de volta.
-Oh, leopardo... Você ainda se lembra do nome? Eu temo que tenha esquecido.
-Ai, não! A culpa é toda sua. Por que você se deixou distrair? Você e sua mania de caçar. De tanto susto acabei esquecendo o nome – defendeu-se o leopardo.
Como aconteceu aos outros, os dois não tinham escolha e voltaram para casa sem o nome.
Pra lá de famintos, os animais receberam os dois cheios de esperança:
- E então, como se chama a nossa árvore? Vocês sabem o nome?
Os dois limparam a garganta pigarreando:
- Infelizmente não sabemos mais. No caminho de volta, uma coisa fez um barulho na moita e aí acabamos esquecendo o nome.
Agora todos estavam zangados de verdade. Como era possível que os animais grandes não dessem conta de se lembrar do nome de uma árvore? O pior é que todos estavam mesmo sentindo muita fome.
-De que grande ajuda vocês são? Primeiro não queriam que a coelha fosse procurar a tartaruga alegando que ela era pequena demais e aí voltam uns após os outros de mãos vazias. Vamos morrer de fome. Agora vamos pedir à coelha que vá até lá e veremos no que vai dar.
Dessa vez, os animais grandes não se opuseram, e a coelha logo se pôs a caminho da casa da tartaruga para perguntar a ela o nome da árvore.
Chegando esbaforida, bateu a porta.
-Entre – disse a tartaruga, surpresa.
-Desculpe incomodar. Preciso saber o nome da árvore. Os animais grandes o esqueceram no caminho de volta – relatou a coelha.
- Tantos me perguntaram pelo segredo... Mal posso acreditar que ninguém conseguiu se lembrar. E agora vem você? Tem certeza de que vai conseguir guardar o nome? – Perguntou a tartaruga para a coelha.
- Com certeza não vou esquecer. Pode confiá-lo a mim por favor!
- Está bem então. Vou revelá-lo pela última vez          Quando estiver debaixo da árvore, você tem de dizer “ntungulu mengenye” – explicou a tartaruga com seriedade-, e as frutas caíram aos seus pés.
- ntungulu mengenye? Esse é o nome que todos esqueceram? Perguntou a coelha. É fácil demais.
- Sim. NTUNGULU MENGENYE. Isso é tudo.
- Muito obrigada, boa tartaruga.
Mais do que depressa, sem olhar  para a direita nem para a esquerda a coelha voltou correndo para casa. Não demorou muito até que estivesse debaixo da árvore. Fracos de fome , muitos animais já aguardavam seu retorno.
- Olá, amigos – saudou a coelha. – Imaginem só, eu sei o nome da árvore! De tão animados, os animais começaram a bater palmas. Alguns cochichavam duvidando:
-Você acha que ela sabe mesmo o nome? Até agora ninguém conseguiu.
Afastem-se todos! Assim que eu chamar a árvore pelo nome vai começar.
-  Ande logo, estamos com fome! Diga o nome de uma vez! – pressionavam os animais.
- ntungulu mengenye, ntungulu mengenye! – disse bem alto a coelha.
E enquanto ela estava ainda pronunciando as palavras, as frutas já começaram a cair no chão.
Como um grande estrondo das nuvens: pam, tapum, taratapum, taratapampumpam!
Que festa! Todos comeram o quanto puderam. E era só  a coelha dizer ‘ntungulu mengenye’ que mais frutas caíam. De tanto comer e de tão satisfeitos, alguns animais tiveram até de tirar um cochilo.
 Finalmente, os animais grandes procuraram a coelha e disseram:
- Se soubéssemos disso antes, teríamos logo mandado você procurar a tartaruga.
Desculpe. Não pensamos que pudesse ser capaz.
Assim, a fome passou e os grandes e os pequenos animais viveram felizes, aproveitando a vida e comendo frutas frescas todos os dias. 

domingo, 3 de março de 2013

Contação de história


A árvore maravilhosa



Criança gosta de fantasia, mergulha no mundo encantado de uma história, por isso atenta-se do início ao fim.
A contação de história permite que a criança compartilhe com o adulto o seu afeto, as experiências de vida de ambas as partes.

A criança e a formação leitora


                                      " A leitura do mundo precede a leitura da palavra."
                                                                                             Paulo Freire



A própria citação do renomado Paulo Freire, na epígrafe, nos convida a uma reflexão: a bagagem de um leitor vai além da decifração de códigos.

Para  Audrey Carvalho, a leitura é um processo que vem se formando e incorporando ao cidadão independentemente de sua idade. Ele acredita na "formação" do leitor desde cedo.



O leitor pode, sim, e deve ser encaminhado, iniciado, direcionado.
É preciso que se dê asas ao leitor e o deixe voar por seus próprios campos e montanhas... Um voo de águia, alto e descobridor, ou voo mediano, quiçá rasteiro. Afinal, ele é quem decide, pois a ele será dado o poder de ser autônomo, independente, “em formação”, um leitor verdadeiro. Estes somos eu, você, um pouco de cada um de nós – sempre em formação.
Carvalho, Audrey
      Formando o leitor -1 ed. São Paulo:
          Rideel, 2010














A ARCA DE NOÉ


A ARCA DE NOÉ           

                         (RUTH ROCHA)

Esta história é muito,
Muito antiga.
Eu li
Num livrão grande do papai,
Que se chama Bíblia.
É a história de um homem chamado Noé.
Um dia, Deus chamou Noé.
E mandou que ele construísse
Um barco bem grande.
Não sei por quê,
Mas todo mundo chama esse barco
De Arca de Noé.
Deus mandou
Que ele pusesse dentro do barco
Um bicho de cada qualidade.
Um bicho, não. Dois.
Um leão e uma leoa...
Um macaco e uma macaca...
Um caititu e uma caititoa...
Quer dizer, caititoa não,
Que eu nem sei se isso existe.
E veio tudo que foi bicho.
Girafa, com um pescoço
Do tamanho de um bonde...
Tinha tigre de bengala.
Papagaio que até fala.
E tinha onça-pintada.
Arara dando risada,
Que era ver uma vitrola!
E um casal de tatu-bola...
Bicho d´água, isso não tinha,
Nem tubarão, nem tainha,
Procurando por abrigo.
Nem peixe-boi nem baleia,
Nem arraia nem lampreia,
Que não corriam perigo...
E zebra, que parece cavalo de pijama...
E pavão, que parece um galo
Fantasiado pra baile de carnaval.
E cobra, jacaré, elefante...
E paca, tatu e cutia também.
E passarinho de todo jeito.
Curió, bem-te-vi, papa capim...
E inseto de todo tamanho.
Formiga, joaninha, louva-a-deus...
Eu acho que Noé
Devia Ter deixado fora
Tudo que é bicho enjoado,
Como pulga, barata r pernilongo,
Que faz fiuuummm no ouvido da gente.
Mas ele não deixou.
Levou tudo que foi bicho.
Tinha peru, tinha pato.
Tinha vespa e carrapato.
Avestruz, carneiro, pinto...
Tinha até ornitorrinco.
Urubu, besouro, burro.
Gafanhoto, grilo, gato.
Tinha abelha, tinha rato...
Quando a bicharada
Estava toda embarcada,
E mais a família do Noé todinha,
Começou a cair uma chuvarada.
Mas não era uma chuvarada
Dessas que caem agora.
Você já viu uma cachoeira?
Pois era igualzinho
A uma cachoeira caindo,
Caindo, que não acabava mais.
Parecia o Rio Amazonas despencando.
E aquela água foi cobrindo tudo, tudo.
Cobriu as terras, cobriu as plantas, cobriu as árvores, cobriu as montanhas.
Só mesmo a Arca de Noé, que boiava em cima das águas, é que não ficou coberta.
E mesmo depois
Que passou a tempestade
Ficou tudo coberto de água.
E passou muito tempo.
Todo mundo estava enjoado
De ficar preso dentro da Arca,
Sem poder sair nem um bocadinho.
Os bichos até começaram a brigar.
Que nem criança,
Que fica muito tempo dentro de casa
E já começa a implicar com os irmãos.
O gato e o rato
Começaram a brigar nesse tempo
E até hoje não fizeram as pazes.
Até que um dia...
Veio vindo um ventinho lá de longe.
E as águas começaram a baixar.
E foram baixando, baixando...
E Noé teve uma idéia.
Mandou o pombo
Dar uma volta lá fora
Para ver como estavam as coisas.
Os pombos são ótimos para isso.
Eles sabem ir e voltar dos lugares,
Sem se perder, nem nada.
Por isso é que Noé escolheu o pombo
Para esse trabalho.
O pombo foi e voltou
Com uma folhinha no bico.
E Noé ficou sabendo
Que as terras já estavam aparecendo.
E as águas foram baixando
Mais e mais...
Então a Arca pousou
Sobre um monte.
E todo mundo pôde sair
E todo mundo ficou contente.
E todos se abraçaram
E cantaram.
E Deus pendurou no céu
Um arco colorido,
Todo de listras.
E esse arco queria dizer
Que Deus era amigo dos homens,
E que nunca mais
Ia chover assim na terra.
Você já viu, depois da chuva,
O arco-íris redondinho no céu?
Pois é pra sossegar a gente.
Pra gente nunca mais
Ter medo da chuva!





A importância da contação de história

A contação de história deve ser um momento de fantasia e êxtase.
Contar história é muito mais do que fazer uma leitura de um texto retirado de um livro.
Contar histórias é vivenciar o mundo da fantasia, é compartilhar o sonho, é fazer viver e reviver a doçura e o encantamento no mundo maravilhoso da criança que te escuta.

Contação de história





A descoberta da joaninha            
(Bellah Leite Cordeiro)

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa. Vai ser uma delícia!
Todos os bichinhos foram convidados... Afinal chegou o grande dia.
O dia da festa na casa da Lagartixa. Dona Joaninha está feliz.
Quer ir muito bonita!Por que assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!
E ela poderá se divertir a valer!Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura,
·muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
No caminho, encontrou Dona Formiga na porta de do formigueiro e disse:
- Bom dia Dona Formiga! Não vai à festa da lagartixa?
- Não posso minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
- Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer???
- Mas que legal Dona Joaninha! Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
Tirou a fita de sua cabeça e a ofereceu para Dona Formiga que, feliz, decidiu ir à festa.
Lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
Mais adiante, encontraram Dona Aranha na sua teia fazendo renda.
- Oi! Aonde vão as duas tão bonitas?
- À festa da lagartixa! Você não vai???
- Sinto muito! Tive muitas despesas este mês e sem dinheiro não pude me preparar para a festa.
- Não seja por isso! -disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras... Vão ficar lindíssimas em você!
Emprestou suas pulseiras, que ficaram lindas em Dona Aranha.
- Que maravilha! Disse a aranha entusiasmada – Sempre tive vontade de usar pulseiras em meus braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
As três, radiantes de felicidade, seguiram rumo à festa.
Um pouco adiante, encontraram a Taturana. Como sempre, estava morrendo de calor!
- Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor! Sabe que nem tenho disposição para ir à festa da Lagartixa.
- Ora! Mas para isso dá-se um jeito! Disse a Joaninha muito amável – Posso lhe emprestar o meu leque.
E lá se foi também a Taturana, muito alegre, se abanando com o leque, e encantada com a gentileza da amiga.
Logo depois, deram de cara com a Minhoca. Que tinha colocado a cabeça pra fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca, não vai à festa? Disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não dá tempo pra comprar as coisas de que preciso.. E, agora, estou sem ter uma boa roupa boa pra vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se há de fazer?...
- Ora, Dona Minhoca – Disse a Joaninha com pena dela – Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
E emprestou a sua faixa à Minhoca que ficou muito elegante.
E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras, que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita. Mas, a alegria de seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém, na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Fo i então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir não precisa se enfeitar toda. Basta ter o coração bem alegre que a alegria de dentro deixa a gente bonita por fora. E ela conseguiu essa alegria fazendo todo àquele pessoal ficar feliz!!!







sábado, 26 de janeiro de 2013

Projeto" OS SALTIMBANCOS"


PROJETO OS SALTIMBANCOS

APRESENTAÇÃO

 O Projeto “OS SALTIMBANCOS”foi um sonho realizado, desenvolvida na Escola Municipal de Educação Infantil em São Paulo, em que eu trabalho, EMEI Leonardo Arroyo, durante ano letivo de 2012, com alunos do 2º e 3º estágios (5/6 anos).
A obra lendária dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, explora de modo muito eficiente e com uso de elementos lúdicos a união de um grupo de animais contra a exploração de seus patrões. As crianças apreendem a história com grande facilidade e podem aprender sobre valores muito importantes. Questões como união, solidariedade, justiça e diversidade são alguns dos conceitos que a narrativa “Os Músicos de Bremen” conseguem transmitir aos que tem a oportunidade de apreciá-la. Contudo, não podemos deixar de apresentar também a adaptação   Os saltimbancos” realizada por importantes figuras da música popular brasileira. Entre outros nomes, destacamos as figuras de Chico Buarque, Nara Leão, Vinicius de Moraes e Miúcha.

PROBLEMA

Explorar o conto Os Músicos de Bremen de forma interdisciplinar e contemplando as expectativas de aprendizagem para a educação infantil.

JUSTIFICATIVA:

Trabalhar com contos é de extrema importância e muito prazeroso para o universo infantil, em especial “os músicos de Bremen/ os saltimbancos” por se tratar de uma narrativa permeada de elementos lúdicos, além de uma ferramenta didática capaz de introduzir a reflexão de valores muito interessantes para a formação dos pequenos. 
                                                                                           
OBJETIVO GERAL:

Explorar de forma interdisciplinar o conto “Os Músicos de Bremen” e a adaptação, o musical “Os Saltimbancos”.
Expectativas de aprendizagem nos seguintes campos de experiências:
Cuidado de si, do outro, do ambiente;
-Interagir com outras pessoas em situações variadas;
-Compreender e responder a entonação de voz, expressões faciais e corporais;
-Valorizar a importância do outro;
-Desenvolver o sentimento de solidariedade;
Brincar e imaginar:
- Reproduzir situações vivenciadas pelos personagens da história “Os Músicos de Bremen”;
-Participar com os colegas de brincadeiras de roda cantada e de faz-de-conta a partir do repertório do musical “Os Saltimbancos”;
-Representar por meio do teatro o musical “Os Saltimbancos”.
Exploração da linguagem corporal:
-Expressar-se com o corpo;
-Desenvolver a percepção do ritmo;
-Participar de brincadeiras e danças;
-Movimentar-se ritmicamente ao som das músicas do CD “Os Saltimbancos”;
-Imitar posturas corporais, gestos e falas dos personagens, tanto da história quanto do musical;
Exploração da linguagem verbal e escrita:
 -Desenvolver a linguagem oral a partir das músicas: Bicharada, O Jumento, Um Dia de Cão, A Galinha e História de uma Gata.
-Identificar e verbalizar algumas características dos personagens da história – permitindo reconhecer semelhanças e diferenças entre eles;
-Identificar o espaço em que se passa a história e descrevê-lo;
-Interpretar letras de músicas a partir do contexto da história;
-Apreciar contos;
-Ampliar o repertório musical;
- Identificar as letras dos nomes dos animais protagonistas da história;
-Registrar por meio de desenhos os personagens da história;
-Desenvolver as habilidades de observar e ler imagens;
Exploração da natureza e cultura
-Identificar a moradia de cada personagem;
-Pesquisar hábitos e necessidades básicas dos personagens / dos animais e apontar cuidados necessários à sobrevivência dos mesmos.
Apropriação do conhecimento matemático:
-Envolver os números em diferentes usos e funções durante a leitura e contação das histórias;
-Desenhar e interpretar imagens de objetos, animais e pessoas a partir dos diferentes pontos de vista, bem como descrever posição e organização no espaço.
Expressividades das linguagens artísticas:
-Observar imagens;
-Experimentar e utilizar instrumentos musicais e materiais sonoros;
-Estimular o gosto pela criação e arte;
-Aprimorar a criatividade na construção com massa de modelar, produção de painéis, desenho livre, colagem, etc.

-PÚBLICO ALVO: Alunos entre 5 e 6 anos, (2º e 3º Estágios da Educação Infantil).

METODOLOGIA:

Desenvolver diversas atividades sobre o tema. Realizar semanalmente de forma dinâmica e criativa. Dentre as atividades: leitura de imagens, leitura e análise de histórias previamente escolhidas, apreciação de mais de uma versão da mesma história, projeção de imagens dos animais protagonistas da história no data show e musical,  músicas, produções coletivas e individuais de desenhos, confecção de cartaz coletivo, pintura, dobradura, recorte e colagem, brincadeiras, dramatização e apresentação de musical.

RECURSOS MATERIAIS NECESSÁRIOS:

- Livro: Os Músicos de Bremen- Editora Moderna (versão em prosa e verso);
-Livro: Os Músicos de Bremen – Editora Global;
-Textos: Letra das músicas: Bicharada, O Jumento, Um Dia de Cão, A Galinha e História de uma Gata.
- Papéis: ofício, cartolina, Kraft;
-Canetinhas hidrográficas;
-Giz de cera;
- Revistas e jornais;
- Cola;
- Computador com acesso à internet;
- Aparelho de som;
 - Microfone;
-Fantasias;
-Câmara fotográfica;
-Filmadora:
-Data show;
-CD: Os Saltimbancos;
-Cartazes com as letras das músicas;
-DVD: Os Saltimbancos.

RECURSOS HUMANOS NECESSÁRIOS:

- Alunos; - Professores:
-Ates;
-Gestor;
-C.P.
- Colaboradores.
-Funcionários do quadro.

CRONOGRAMA:


Atividade        
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Leitura de imagens e contação de história: os músicos de Bremen


50 min









Dobradura


1h/a







Leitura, interpretação de texto, desenho livre




2h/a






Brincadeira: dança da cadeira




30 min





Reconto da história por meio de painel





1h/a




Roda de conversa
Manuseio de livros e comparação entre a história e a adaptação










30 min



Vídeo: musical os saltimbancos, projetado do data show









30 min


Leitura da história- os saltimbancos adaptada para o teatro.











3h/a

Teatro









40 min

ROTEIRO DE TRABALHO:

REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Atividade:  Leitura de imagens e Contação de história
Data: 07/03/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem verbal
- desenvolver a capacidade de dar sequencia lógica aos fatos;
- esclarecer o pensamento;
- educar a atenção;
- desenvolver o gosto literário;
- fixar e ampliar o vocabulário;
- estimular o interesse pela leitura;
- desenvolver a linguagem oral e escrita.

Experiências de brincar e imaginar
-deleitar a criança;
-infundir o amor à beleza;
- desenvolver sua imaginação;
 -estabelecer uma ligação interna entre o mundo da fantasia e o da realidade.

Experiências com as expressividades artísticas

-desenvolver o poder da observação;
- ampliar as experiências;
- desenvolver o gosto artístico.

Materiais utilizados:
Livro (Os Músicos de Bremen- Irmãos Grimm), Bichos de pelúcia (gato, burro, cão e galo), Imagens dos bichos citados e escrita dos nomes dos mesmos afixadas na lousa.
   

Espaço: Sala 1
Duração da atividade: 50 minutos
Disposição das crianças: Em círculos
Desenvolvimento da atividade:
 História: Os Músicos de Bremen
1º momento ( 20 minutos)
Iniciei a atividade apresentando o livro, autores e fazendo uma leitura com eles da capa.
Na sequência, chamei a atenção para as ilustrações página a página, possibilitando uma leitura coletiva das imagens, dei-lhes um tempo, em seguida fiz alguns questionamentos: Que animal é esse? Qual o nome dele? O que ele tem? Por que está ali? Obtive deles uma descrição do animal e do espaço em que o mesmo se encontrava, além de estimulá-los a prestarem atenção na linguagem visual. Muitas ideias invadiram a classe, oportunizei a todas as crianças espaço e tempo para expressarem suas interpretações, sentimentos e emoções.
Miguel (5B) – O cão está com sede. (fez essa observação após ver o cão deitado e ofegante).
Natasha (5B) – O galo canta muito, cocococococococococóóóóó!!!!!( observou o animal, se expressou e imitou o animal imediatamente).
Pedro (6B) – Observou que o burro estava triste e cansado.
Ayssa (6B)- Percebeu que o burro conversou com o cão e que os dois ficaram amigos.

O resultado foi surpreendente, posto que todos acompanharam a história e compreenderam a sequência dos fatos a partir das imagens.
2º momento ( 10 minutos)
Afixei na lousa as imagens impressas de cada animal (personagem da história), identificação (nome do animal) e a escrita do som emitido por cada um, para que as crianças fizessem a associação da imagem com a linguagem oral e a escrita
CÃO     AU AU AU
GATO  MIAU MIAU

 GALO  CÓCÓCÓÓÓÓ
BURRO HI HOOOOOOOO HI HOOOOOOOOO

3º momento (20 minutos)
Fiz a contação da história, bastante importante nesse momento para agregar mais informações além das observações feitas pelas crianças e foi ilustrada com os bichos de pelúcia o que prendeu a atenção e facilitou o entendimento.


 REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

“Todo origami começa quando pomos a mão em movimento.  Há uma grande diferença entre compreender uma coisa através da mente e conhecer a mesma coisa através do tato”
Tamoko Fuse

Atividade: Dobradura
Data: 14/03/2012
Campo de experiência: Expressividades das linguagens artísticas.
Material utilizado: Papel sul fite, lápis de cor e cola.
Espaço: Sala 2
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Em grupos, sentados a mesa.
Desenvolvimento da aula:

“O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida.”
(Parâmetros Curriculares Nacionais, 1996)

Considerando importante que as crianças conheçam o material, iniciei explorando o  papel: cor, forma geométrica, tamanho, etc. Na sequência expliquei a atividade passo-a-passo fazendo uma demonstração na lousa enquanto todos observavam.
Para motivar as crianças, tornar a atividade significativa e fazer relação com o projeto em andamento, foi colocado o CD “Os Saltimbancos” na faixa 3- Um Dia de Cão, para que construíssem enquanto ouviam a música.
Distribui o papel para cada criança e orientei-os para que observassem a professora dobrá-lo na lousa e assim o fizessem. Enquanto dobravam os questionava:
-Que forma geométrica tinha o papel antes de vocês começarem a dobrar?
Rapidamente a turma respondeu.
-Que nova forma apareceu?
O aluno Pedro (6B) respondeu logo, os demais não lembravam.
Em pouco tempo todos estavam com a dobradura do cão em mãos. Entreguei-lhes uma folha sulfite para que colassem e identificassem o trabalho.
OBS: Os alunos da turma 5B registraram seus nomes com o apoio do crachá e ainda assim com dificuldade. Alguns não conseguiram.
Quanto aos alunos do 6B a maioria fez o nome sem apoio, somente o aluno Guilherme solicitou ajuda.
Curiosidade
Friedrich Froebel (1782-18520) foi quem pela primeira vez utilizou da arte de dobrar papel na educação infantil, o que resultou em mudanças significativas na educação.
Avaliação
Durante o processo notei o interesse de todos e que a realização da mesma alcançou o objetivo proposto de explorar a imaginação, a criatividade, a concentração, aspectos psicomotores, reconhecimento de cores, formas geométricas, além de trabalhar uma linguagem artística.
A atividade foi desenvolvida com sucesso nas duas turmas (5B) e (6B).


REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil- RCNEI, (1998, vol 3) ressalta a importância do manuseio de materiais, de textos( livros, jornais, cartazes, revistas), pelas crianças, uma vez que ao observar produções escritas a criança, vai conhecendo de forma gradativa as características formais da linguagem. (Paz, Mariotti, Knestech, ano,p1.)

Atividade: Leitura, interpretação de texto e desenho livre.
Data: 21/03/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita.
Materiais utilizados: Cartaz com o texto da música: História de uma Gata dos “Os Saltimbancos”, CD “Os Saltimbancos”, papel sulfite, lápis de cor, lápis preto.
Espaço: Sala 1 e Sala 2.
Duração da atividade: 2h/a
Disposição das crianças: Em círculo na sala1 e sentados a mesa na sala 2.
Desenvolvimento da aula:
1º MOMENTO
Apresentei o cartaz com o texto da música: História de Uma Gata. Fiz a leitura do mesmo e questionei-os:
-Do que fala a música?
-Onde a Gata morava?
-O que a Gata comia?
-Qual a história que a Gata está contando?
As respostas aos questionamentos foram esperadas, porém algumas crianças fizeram relação com gatos que têm em casa, apontando que também alimentam e cuidam.
Felipe- ressaltou que não podemos bater nos gatos.
Ayssa- comentou que os gatos são amigos.
Observei que a maioria compreendeu o texto e relatou com facilidade a história contada na música. Após a discussão, solicitei que sentados no chão em círculo ouvissem a música- História de Uma Gata, o curioso foi que aos poucos eles se apropriaram do refrão, foram levantando-se, cantando e dançando.
2º MOMENTO
Na Sala 2, disponibilizei os materiais para que pudessem ilustrar com desenho livre a música: História de Uma Gata.
Avaliação
Observei que todos participaram com interesse e atenção, foram capazes de relatar o que entenderam da música, cantaram, dançaram e apresentaram elementos da música no desenho.
HISTÓRIA DE UMA GATA

ME ALIMENTARAM
ME ACARICIARAM
ME ALICIARAM
ME ACOSTUMARAM
O MEU MUNDO ERA O APARTAMENTO
DETEFON, ALMOFADA E TRATO
TODO DIA FILÉ-MIGNON
OU MESMO UM BOM FILÉ...DE GATO
ME DIZIAM, TODO MOMENTO
FIQUE EM CASA, NÃO TOME VENTO
MAS É DURO FICAR NA SUA
QUANDO À LUZ DA LUA
TANTOS GATOS PELA RUA
TODA A NOITE VÃO CANTANDO ASSIM
NÓS, GATOS, JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM, JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA OU SENHORIO
FELINO, NÃO RECONHECERÁS.
DE MANHÃ EU VOLTEI PRA CASA
FUI BARRADA NA PORTARIA
SEM FILÉ E SEM ALMOFADA
POR CAUSA DA CANTORIA
MAS AGORA O MEU DIA-A-DIA
É NO MEIO DA GATARIA
PELA RUA VIRANDO LATA
EU SOU MAIS EU, MAIS GATA
NUMA LOUCA SERENATA
QUE DE NOITE SAI CANTANDO ASSIM
NÓS, GATOS, JÁ NASCEMOS POBRES
PORÉM, JÁ NASCEMOS LIVRES
SENHOR, SENHORA OU SENHORIO
FELINO, NÃO RECONHECERÁS
REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA


Atividade: Contação de história por meio de painel.
Data: 04/04/2012
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita.
Materiais utilizados: Painel com texto e imagens, impressos do livro: Os Músicos de Bremen.
Espaço: Sala 1.
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Sentadas no tapete. 
Desenvolvimento da aula:

“Não se ensina uma criança a escrever,
É ela quem ensina a si mesma (...)
Cada criança possui seu caminho próprio;
É preciso que ela viva as situações de aprendizagem que lhe permitam ao mesmo tempo
Ter referências constantes e
Construir suas próprias competências.”
(Jolibert)

Iniciei a atividade oportunizando as crianças apreciarem o painel exposto. Todos puderam verificar que se tratava da história Os Músicos de Bremen, já conhecida por todos. Após solicitei que sentassem no tapete, expliquei que faria não uma leitura, mas uma contação e eles poderiam auxiliar a partir das imagens, expliquei também que esta era uma versão no estilo (lenga-lenga) história com rimas.

A contação teve por objetivo ampliar o vocabulário e repertoriar as crianças, proporcionando o exercício da imaginação e criatividade além de possibilitar o contato com a escrita e estímulo ao desenvolvimento de funções cognitivas importantes para o pensamento.
Durante a contação, usei elementos expressivos, como imitação de vozes e movimentos com as mãos e o corpo, também cantei com o auxílio das crianças por repetidas vezes o trecho:
“EU SOU VELHO MAS SOU FORTE,
NUNCA SOUBE O QUE É CANSAÇO.
MUITO JOVEM NÃO AGUENTA
NEM METADE DO QUE EU FAÇO.”
Ao término da contação a maioria das crianças já havia se apropriado do refrão, bem como da sequência de fatos ocorridos na história.
Avaliaçã   A contação da história foi prazerosa, todos apreciaram, certamente ampliou as experiências das crianças, o gosto pelo artístico, além de alcançar os objetivos propostos.



REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

“Pra mim, livro é vida, desde que era muito pequena os livros me deram casa e comida.
...Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo;
...em pé fazia parede;
deitada fazia degrau ou escada;
inclinado, encostava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me exprimia lá para brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar para as paredes).
Primeiro, olhando desenhos, depois decifrando palavras...
Fui crescendo e derrubei telhados com a cabeça;
Mas fui pegando intimidade com as palavras.
“E quanto mais íntima a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas...”
Lygia Bojunga Nunes

Atividade: Roda de conversa, manuseio de livros e comparação entre a história e a adaptação.
Data: 11/04/2012.
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral e escrita,
Materiais utilizados: 3 livros em versões distintas da história- Os Músicos de Bremen e 1 livro da mesma história adaptada para o teatro- Os Saltimbancos, Máquina fotográfica, caneta e caderno para registros da professora.
Espaço: Sala 2.
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Sentadas em pequenos grupos.
Desenvolvimento da aula:
Iniciei a aula solicitando que formassem grupos de 4 e 5 crianças. Observei que a organização se deu por afinidade o que facilitou a sequência do trabalho, já que  realizaram a leitura (práticas de leitura ou leitura de imagens) em grupo e apresentaram ao grupo maior as descobertas feitas.Distribui um livro para cada grupo e expliquei-lhes a atividade passo-a-passo.



1º- Façam uma leitura do livro em grupo (todos os integrantes deverão pegar o livro, folheá-lo, ler as imagens e tentar descobrir a história contada).
2º - Conversem entre si sobre a história.
3º - Compartilhem as descobertas.
Durante a socialização, oportunizei a todas as crianças verbalizar seu entendimento sobre a história. Todos participaram, respeitando a vez de falar, ouvindo a participação do amigo, comunicando-se entre o grupo, interagindo com o grupo.
Ao final da nossa grande roda de conversa entre os grupos, percebi que as crianças fizeram relação com seus conhecimentos prévios, posto que a história Os Músicos de Bremen já era conhecida de todos. Observei também que alguns foram capazes de contar o enredo respeitando a sequência dos fatos, ou seja, fizeram uma leitura da história sem um total domínio da palavra escrita.
A aluna Anna Beatriz Perestrelo, surpreendeu a todos com uma narrativa clara, rica em detalhes e sequência lógica, prendeu a atenção da turma e se revelou uma contadora de história.
Os alunos Sillas e Gustavo demonstraram interesse, gosto pela história e conhecimento de memória. O Gustavo percebeu de imediato que todas as histórias eram iguais e mais que se tratava da mesma história que um dia a professora contou.
A aluna Ayssa descobriu o nome da história assim que pegou o livro.
A aluna Aline dominou bem a história, auxiliada pelo aluno Edson que lhe lembrava detalhes ao pé do ouvido.
Após todos se expressarem, expliquei a diferença entre a história: Os Músicos de Bremen e a adaptação Os Saltimbancos.

Avaliação
 O desenvolvimento da atividade foi além das minhas expectativas, as crianças se divertiram ao realizá-lo, demonstraram gostar da experiência do trabalho em grupo, surpreenderam quanto a compreensão e interpretação da história, se colocaram no momento oportuno respeitando os combinados da roda de conversa.



REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

"a música e a dança permitem a expressão pelo gesto e pelo movimento, que traz satisfação e alegria. A criança aprende e se desenvolve através dela".
STABILE citado por ESTEVÃO (2002, p. 34).


Atividade: Vídeo- Os Saltimbancos.
Data: 18/04/2012.
Campo de experiência: Exploração da linguagem oral, Exploração da linguagem corporal, Brincar e imaginar.
Materiais utilizados: Projetor multimídia, mídia: musical “Os Saltimbancos.”
Espaço: Sala 1
Duração da atividade: 30 minutos.
Disposição das crianças: Em pé, cantando e dançando.
Desenvolvimento da aula:

"A música como sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também sempre está presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e recreação".

 FARIA (2001, p. 24).


Iniciei a atividade fazendo um relaxamento com as crianças. Em pé, trabalhamos a respiração, os movimentos amplos, membros superiores e inferiores, cabeça, pescoço, pé e mãos.
Na sequência, expliquei que iríamos participar de um show dos músicos Os Saltimbancos. Em coro todos gritaram: êêêêêêêêê!!!!! Liguei o data show e da primeira a última apresentação todos cantaram e dançaram com entusiasmo e alegria.
O repertório musical, já conhecido por eles por meio do CD, apresentado em momentos anteriores foi aprimorado com o ritmo e a coreografia mostrados no vídeo.
Avaliação
A apresentação do vídeo com o musical favoreceu o desenvolvimento corporal das crianças, combinando brincadeira, música, dança e alegria com ritmo e movimento.
Foi um momento de socialização em que possibilitamos à criança, o aprendizado de noções de espaço, sequência, além de desenvolver o movimento criativo.
A atividade possibilitou também por meio da dança desenvolver a expressão corporal, explorar os sentimentos e adquirir maior autoconfiança, além de desenvolver os seguintes estímulos:
Tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo;
Visual – ver os movimentos e transformá-los em atos;
Auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo;

Afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia;

Cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação;

Motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade.



 REGISTRO E ACOMPANHAMENTO DA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

                                                             Nosso objetivo na escola não é ter um aluno-autor, um aluno-
                                                               pintor ou um aluno compositor, mas sim dar oportunidades
                                                                a cada um de  descobrir o mundo, a si próprio e a importância
                                                               da arte na vida humana. (REVERBEL, 1989).


Atividade: Apresentação teatral  Infantil – Musical “Os Saltimbancos”
Data: 09/10/12
Campo de experiência: Expressividades das linguagens artísticas.
Material utilizado: Fantasias; Pintura de rosto; Aparelho de som; Microfone; Cenário (casinha, placa: BREMEN; Painel; Cones; Tapete; Almofadas; Pufe).
Espaço: Quadra
Duração da atividade: 1h/a
Disposição das crianças: Em todo o espaço da quadra, conforme a ordem de apresentação descrita no texto do teatro.
Desenvolvimento da aula:

Como esperado esse foi um dia atípico na escola, todos os envolvidos estavam ansiosos, principalmente as crianças, protagonistas da peça, estas como todo artista antes de adentrar ao palco, sentiram um friozinho na barriga, eu então, mais que todos estava imersa num emaranhado de sentimentos, alegria, entusiasmo, euforia, emoção e uma felicidade imensa pela realização de um trabalho intenso.
A apresentação teve início com a música “A Bicharada” faixa 1 do CD Os Saltimbancos, e na sequência o narrador foi anunciando as participações e os musicais. Todos foram felizes nas suas representações e o mais importante é que cada criança desempenhou o seu papel com entusiasmo como que em uma grande brincadeira, fato que empolgou à plateia convidando todos a dançar.
O desfecho do teatro não poderia ser diferente, personagens e plateia cantando e dançando juntos. E as crianças? Ah! Admiradas, encantadas, maravilhadas!!!!!!!!!!!!!!!
Um dos objetivos do Projeto “Os Saltimbancos” foi possibilitar às crianças, uma vivência teatral, além do brincar e imaginar. Posto que: o teatro contribui para o desenvolvimento da expressão e comunicação e favorece a produção coletiva de conhecimento da cultura.
O teatro na escola, de acordo com os PCNS, tem o intuito de que o aluno desenvolva um maior domínio do corpo, tornando-o expressivo, um melhor desempenho na verbalização, uma melhor capacidade para responder às situações emergentes e uma maior capacidade de organização de domínio de tempo.
Nesse projeto foi possível atrelar música, dança e teatro com a mesma intensidade.
Para que tudo isso fosse possível  contamos com a participação de muitas pessoas, portanto,
OBRIGADA!